Teve início no dia 4 de fevereiro de 2022, a Expedição Rio Itapanhaú, localizado em Biritiba-Mirim, na divisa com Bertioga-SP. A ação é realizada pelo coletivo A Voz dos Rios, em parceria com membros da Associação Bertioguense de Ecoturismo (Abeco) e o Projeto IPH (Índice de Poluentes Hídricos) da USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul),
O principal objetivo foi analisar a qualidade da água do rio, que é de grade importância para a região, como explica a bióloga e coordenadora do Projeto IPH/USCS, Marta Marcondes “O rio Itapanhaú é formado pela junção dos rios Sertãozinho e Guacá, é um rio de grande importância por vários motivos, forma o canal de Bertioga, onde ainda existe um mangue e uma área de restinga extremamente preservados. Ele mantem a dinâmica do mangue, que é um berçário marinho, garantindo a salinidade amena desses locais para que os peixes, caranguejos e outros animais possam viver e se reproduzir. Nós também temos o rio Itapanhaú como um local no qual se desenvolve a pesca artesanal, onde as pessoas sobrevivem com a questão do ecoturismo dentro do rio. Então ele garante essa dinâmica tanto ecológica como socioambiental”.
Nos dias 4 e 5, foram realizadas as coletas para análise dos indicadores de qualidade da água do rio. O primeiro dia de expedição ocorreu no Parque Estadual Restinga de Bertioga, com navegação realizada ao longo do rio, até encontrar o mar. Já no segundo dia, a expedição ocorreu no Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Bertioga, pelo qual os pesquisadores fizeram a trilha até a nascente do rio.
No total, foram coletadas nove amostras, sendo oito ao longo do rio e uma delas onde o há a formação do rio Itapanhaú, na junção dos rio Sertãozinho e Guacá. As amostras foram encaminhadas para o Laboratório do Projeto Índice de Poluentes Hídricos (IPH/USCS), onde estão sendo realizadas as análises microbiológicas, além de análises de turbidez, oxigênio dissolvido, PH, nitrato, fosfato, amônia e metais.
A Coordenadora do Laboratório do Projeto Índice de Poluentes Hídricos (IPH/USCS), Profª. Marta Marcondes, responsável pelas análises das amostras do rio, destaca a importância do monitoramento do rio: “É importante que seja criada a Rede de monitoramento nele, pois, desde 2016, vem tramitando a autorização pra que seja feita a transposição de água do rio Sertãozinho, que é o principal contribuinte do Itapanhaú, para o Alto Tietê. Quando essas obras ficarem prontas, será gerado um impacto muito grande pra esse rio. Nós estamos iniciando a rede de monitoramento pra verificar quais serão os reais impactos na água e na estrutura dele”.
Como resultado preliminar das análises microbiológicas, a bióloga e Coordenadora do Projeto IPH/USCS, Profª. Marta Marcondes, afirma que há pouquíssima contaminação; foi encontrada contaminação por esgoto em dois dos nove pontos analisados.
Os resultados oficiais, incluindo as demais análises, serão divulgados no final deste mês.