AIMES-SP

A Organização das Nações Unidas (ONU) promove nesta terça-feira, 8 de março, um evento virtual para marcar o Dia Internacional das Mulheres. Em 2022, o tema da data é “Igualdade de gênero hoje para um amanhã sustentável”, com o objetivo de reconhecer a importância da contribuição das mulheres para a redução dos impactos das mudanças climáticas

Na Universidade de Taubaté (UNITAU), a Profa. Dra. Ana Aparecida da Silva desenvolve atividades de pesquisa nessa área. A bióloga tem experiência em nutrição e crescimento vegetal, atuando, principalmente, na nutrição mineral, estresse ambiental e análise de crescimento vegetal. Atualmente, é coordenadora adjunta do Programa de Pós-graduação em Ciências Ambientais da Universidade e foi Pró-Reitora de Extensão entre 2006 e 2010.

A pesquisadora destaca os desafios a serem superados pelas mulheres para que tenham cada vez mais espaço no meio acadêmico. “Éramos poucas mulheres, na minha experiência pessoal. Entre cem, somente dez eram mulheres. Vejo hoje que tem aumentado o número de mulheres na profissão, mas percebo que muito se tem de avançar na equidade de gênero. É um espaço científico que, historicamente, é dominado pelos homens. Eu me vi, muitas vezes, tendo de provar minha técnica só por ser mulher”, comenta.

A professora também cita exemplos de mulheres que contribuíram para o desenvolvimento da sustentabilidade no Brasil e no mundo. Uma delas é  Johanna Döbereiner, pesquisadora que contribuiu para revolucionar a agricultura. Suas pesquisas abriram caminhos para o desenvolvimento da agropecuária do Brasil. Ela demonstrou que, na sojicultura, poderia se aplicar certos tipos de bactérias que fixam o nitrogênio, dispensando o que é nocivo ao meio ambiente. Com isso, o Brasil tem economizado, anualmente, cerca de US$ 1 bilhão.  

Outro nome citado pela bióloga da UNITAU é o de Thelma Krug. A matemática e professora atua na área das ciências da Terra e mudanças climáticas, sendo considerada uma das maiores autoridades mundiais em mudança do clima e florestas.

 “Nós, mulheres, conseguimos aliar a sensibilidade feminina com a capacidade técnica indiscutível”, finaliza a professora.