UNIFAE inaugura Instituto de Pesquisa Clínica (IPECLIN) no dia do aniversário de São João da Boa Vista
No IPECLIN serão realizadas pesquisas clínicas de produtos farmacêuticos, biotecnológicos e dispositivos médicos, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida da comunidade Quinta-feira, dia 24 de junho, aniversário de São João da Boa Vista, o Centro Universitário UNIFAE inaugura, às 10h, o Instituto de Pesquisa Clínica (IPECLIN). Conforme explica a pró-reitora de Pós-Graduação e Pesquisa da UNIFAE, Profa. Dra. Laura Rezende, “quando um novo medicamento ou nova vacina são desenvolvidos, para garantir a eficácia e a segurança, antes da liberação de registros de comercialização e aplicação, são necessários diversos estudos, testes e análises. Grosso modo, esta será a função do IPECLIN”, afirma. “Com esse equipamento, único na região, a UNIFAE alcança o patamar de grandes instituições de ensino superior, que têm na pesquisa científica um instrumento de promoção de saúde pública”, avalia o reitor da UNIFAE, Prof. Dr. Marco Aurélio Ferreira. Ética No Instituto, todas as ações de pesquisa seguirão princípios e diretrizes éticas, para que sejam assegurados os direitos dos participantes, com padrão unificado de qualidade para o planejamento, condução, registro e relato de estudos clínicos com seres humanos. Infraestrutura O IPECLIN será instalado junto ao Ambulatório Médico da UNIFAE, à Rua da Saudade, 26 – Vila Conrado. Com isso, o Centro Universitário pretende integrar os atendimentos no local, que atende, mensalmente, cerca de 2 mil pacientes. O IPECLIN UNIFAE também está integrado com as Clínicas Escola de Psicologia e Fisioterapia. Inauguração Devido à pandemia, o evento de inauguração obedecerá aos protocolos sanitários e de distanciamento social, com número reduzido de convidados de forma presencial. Mas, para que todos os interessados possam acompanhar esse momento, a cerimônia será transmitida ao vivo pela TV UNIFAE no Youtube e contará com a participação remota de representantes de indústrias farmacêuticas parceiras do projeto. A prefeita Maria Teresinha de Jesus Pedroza confirmou presença, bem como o presidente da Câmara Municipal, Raimundo Rui.
FEMA firma parceria com Compasso UOL
Com a parceria, alunos dos cursos de Análise e Desenvolvimento de Sistemas e de Ciência da Computação poderão concorrer a vagas de estágio na empresa de construção de plataformas digitais do Grupo UOL A Fundação Educacional do Município de Assis (FEMA) fechou recentemente um convênio com a Compasso UOL, empresa de construção de plataformas digitais do Grupo UOL. Assinado no dia 28 de maio de 2021, a parceria possibilitará que alunos da área de TI da FEMA façam estágios na Compasso UOL, de forma remota e com remuneração. Para o Vice-Diretor Acadêmico, Prof. Dr. Alex Poletto, “os estágios são essenciais para complementar a formação dos alunos, já que, além de colocarem o conhecimento adquirido em prática, aprendem novos conceitos, e ainda mais hoje em dia, com a realização das aulas em formato remoto, online, provocado pela pandemia, os alunos acabam ficando sem um local físico para estagiarem. No caso da Compasso UOL, os estágios serão realizados de forma remota, possibilitando o acesso aos alunos”, conta Poletto. Ainda conforme Poletto, a parceria teve seu início por intermédio do contato, via LinkedIn, do ex-aluno Higor Fortunato, atualmente funcionário da Compasso UOL, com Poletto, finalizando com uma reunião de ambas instituições. O convênio foi firmado e assinado pelo Prof. Me. Eduardo Augusto Vella Gonçalves, Diretor Executivo, no dia 31 de maio de 2021. De acordo com Diomara Martins Reigato Barros, coordenadora dos cursos de Informática da FEMA, “o convênio tem por objetivo fornecer oportunidades de complementação educacional aos alunos regularmente matriculados nos cursos de Análise e Desenvolvimento de Sistemas ou Ciência da Computação, através da realização de estágios supervisionados junto a Compasso UOL. Por meio do programa de bolsas, os alunos serão selecionados para cursos de curta duração. Nos cursos, os estudantes serão treinados e acumularão conhecimentos sobre as tecnologias mais utilizadas pela Compasso UOL, além de aprenderem sobre cultura ágil aplicada a projetos de transformação digital, sendo os destaques convidados a fazerem parte do quadro de funcionários efetivos”, conta a coordenadora dos cursos. As inscrições serão abertas em breve. Para participar do processo seletivo, os estudantes interessados passarão por uma avaliação de cadastro, um teste de lógica, uma entrevista e, eventualmente, uma dinâmica de grupo. Acesse o site do Compasso UOL, disponível em https://compassouol.com/e saiba mais.
Especialistas da UNITAU destacam a importância dos químicos para a sociedade
Graças a essa atividade, produtos como medicamentos, alimentos, higiênicos, entres outros, são fabricados com uma boa qualidade para a saúde do consumidor, minimizando os impactos ambientais O Dia nacional do químico é comemorado em 18 de junho, pois, no ano de 1956, nesta mesma data, foi promulgada a “Lei Mater dos Químicos” (Lei nº 2800/56), pelo presidente Juscelino Kubitschek. A lei estabeleceu o exercício da profissão de Químico e criou o Conselho Federal de Química (CFQ) e os Conselhos Regionais de Química (CRQs). Assim, os profissionais da área passaram a atuar de forma ativa no progresso tecnológico e na melhoria da qualidade dos produtos. A data é uma homenagem às conquistas e ao trabalho que os profissionais desempenham, adequando a química ao desenvolvimento técnico-científico e industrial e impulsionando centros de pesquisas universitárias no Brasil. Segundo o CFQ, os profissionais da área são: engenheiros (químico, de alimentos, plástico), químico industrial, bacharel/licenciado, tecnólogo em nível superior e técnicos químicos de nível médio. As atribuições de cada função são escolhidas pelos CRQs. “A química é tudo e está em tudo. Ela é o nosso dia a dia, tudo que você pega, desde o acordar até o fim do dia tem a química envolvida. Além de muitas outras áreas, como o ramo alimentício, industrial e até em quesitos jurídicos, como perícia e em casos de produtos que levam a química em sua composição”, comenta o Prof. Dr. Edson Vander Pimentel, coordenador do curso EAD UNITAU em Licenciatura em Química. O envolvimento da Química em tudo o que está presente em nosso cotidiano torna evidente a importância do químico na promoção do bem-estar social. “Nossa responsabilidade como engenheiros químicos envolve também a área acadêmica. Temos a função, como professores, de ensinar aos alunos a importância e o dever que a profissão exige com essa química do dia a dia. E mostrar tudo isso nas observações cotidianas e experimentais é um método que gera um interesse por saber mais”, destaca a Profa. Dra. Katia Celina da Silva Richetto, especialista em engenharia química e de materiais, que também atua no curso da EAD UNITAU. Além dessa responsabilidade atribuída à profissão, o químico está em constante processo de estudo para acompanhar as transformações de matérias-primas. No ano de 2020, com o surgimento da pandemia do novo coronavírus, esses profissionais passaram a se destacar ainda mais pelo trabalho científico, na produção e na fiscalização de produtos. Segundo a CFQ, no combate à Covid-19, os químicos atuaram em diversas frentes, como na fiscalização e na apuração, envolvendo álcool em gel e outros produtos; na elaboração de informes técnicos sobre determinados usos, como, por exemplo, o de água sanitária; notas técnicas que serviram de embasamento para a Anvisa, entre outras atribuições. “É importante que os futuros profissionais tenham o domínio da ciência em todos os momentos em que forem atuar com a Química e também que saibam instigar à Química por meio de experimentos. O profissional de Química deve permanecer empolgado com a profissão e sempre se manter em constante atualização. É importante ser apaixonado por essa profissão que é tão ampla e abrangente para exercê-la com responsabilidade”, comentam os professores. Essa é uma ótima oportunidade para agradecer aos profissionais da Química por esse importante trabalho. E desejar os parabéns a todos os químicos(as) do Brasil!
UniFAI – Técnicos do Euroclima+ participam de capacitação pelo Senar
Especialistas em extensão rural do Programa Euroclima receberam treinamento para operação e manutenção de tratores De 24 a 28 de maio, os especialistas em extensão rural do Programa Euroclima+ do Centro Universitário de Adamantina (UniFAI), o engenheiro agrônomo Jorge Felipe Soares Pinheiro e a médica veterinária Vanessa Ribeiro dos Santos Alonso, participaram da capacitação de Operação e Manutenção de tratores pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). O curso ofereceu o básico para o exercício da ocupação em tratores agrícolas. Foi iniciado com a teoria sobre prevenção de acidentes no trabalho, segurança no trabalho – uso de EPI´s, componentes do trator agrícola, motor, transmissão, pontos de engates, embreagem, freios, verificação de manutenção, escolha da marcha em função do trabalho, tipos de câmbio, acoplamentos de implementos ao trator e óleos lubrificantes (motor, câmbio, transmissão, direção hidráulica, hidráulico). O encerramento ocorreu com a prática sobre a manutenção do trator. “A finalização do curso envolveu a troca de óleo motor, filtros de combustível, sistema de arrefecimento, caixa de transmissão, lubrificação com graxas, regulagem de embreagem, freios, correia do alternador, dirigibilidade do trator, engate das máquinas agrícolas como roçadoras, arados, grade aradora, grades niveladoras e subsoladores”, afirma Vanessa. Euroclima+ O Euroclima+ é um programa financiado pela União Europeia para promover o desenvolvimento ambientalmente sustentável e resiliente ao clima em 18 países da América Latina, em particular para o benefício das populações mais vulneráveis. O Programa é implementado sob o trabalho sinérgico de sete agências: Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento – AECID (Agencia Española de Cooperación Internacional para el Desarrollo), Agência Francesa de Desenvolvimento – AFD (Agence Française de Développement), Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), Expertise France (EF), Fundação Internacional e para Iberoamérica de Administração e Políticas Públicas (FIIAPP), Sociedade Alemã de Cooperação Internacional – GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit GmbH) e ONU Meio Ambiente. Esse programa recebe cofinanciamento do Governo da Alemanha através do Ministério Federal de Cooperação Econômica e Desenvolvimento (BMZ) assim como dos governos da França e da Espanha.
Pandemia acentua violência contra o idoso e especialistas da UNITAU orientam atitudes que devem ser tomadas
Em 2020, por conta da pandemia do novo coronavírus, o número de denúncias de violência e de maus tratos contra os idosos cresceu 59% no Brasil, de acordo com um levantamento feito pelo Disque 100, plataforma de denúncias de responsabilidade do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos (MFDH) A fim de mobilizar e de sensibilizar a sociedade no combate à violência contra idosos, foi instituído, em 2006, pela ONU e pela Rede Internacional de Prevenção à Violência contra a Pessoa Idosa, o “Dia mundial de conscientização”, comemorado no último dia 15 de junho. Para a Profa. Dra. Vânia Maria de Araújo Giaretta, enfermeira e uma das coordenadoras do Programa de Atenção Integral ao Envelhecimento (PAIE), programa de extensão da Universidade de Taubaté (UNITAU) que atende mais de 250 pessoas na maturidade, a partir dos 55 anos, a data é de extrema importância para o desenvolvimento da sociedade como um todo. “Uma população consciente observa mais e busca tomar as decisões corretas, ou seja, protege a população idosa contra a violência, pois, quando se sabe os sinais, pode se denunciar mais rápido”, destaca a professora. De acordo com o Ministério da Saúde, a violência contra o idoso pode ser definida como “um ato único, repetido ou a falta de ação apropriada, ocorrendo em qualquer relacionamento em que exista uma expectativa de confiança que cause dano ou sofrimento a uma pessoa idosa”. Essa é uma questão social global, que afeta a saúde e os direitos humanos de milhões de idosos em todo o mundo e que merece a atenção da comunidade internacional. Os dados ainda expõem que os tipos de violência mais denunciados no Brasil são quatro: a negligência (41%), a violência psicológica (24%), como humilhação, hostilização e xingamentos, a violência financeira (20%), que envolve, por exemplo, a retenção de salário e a destruição de bens e a violência física (12%). Geralmente, os maiores agressores são familiares próximos, como filhos e netos, e 90% das vezes a violência é praticada dentro da casa da vítima, no caso, a pessoa idosa. O Prof. Me. Fernando Gentil Gizzi de Almeida Pedroso, docente da disciplina de Direito penal do curso de Direito da UNITAU, explica que essa prática contra o idoso é considerada crime e consta no código penal. “A maioria dos crimes está prevista na parte especial do código penal, como as lesões corporais. A lei 10741/03 incluiu outras atitudes indesejadas e crimes específicos, como o abandono de idoso, a ausência ou deixar de prestar socorro quando devido e a exposição ao perigo físico ou psíquico, por meio da privação de alimentos ou cuidados indispensáveis para a vida do idoso”.
Medicina da USCS recebe prêmio na Digestive Disese Week – DDW 2021
O projeto foi vencedor do prêmio “Best of the Best” na categoria de ressecções de lesões de mucosa e submucosa (ESD) no Vídeo Plenário da ASGE do DDW 2021 (Semana Americana do Aparelho Digestivo 2021. O curso de Medicina da USCS foi destaque na participação de um projeto premiado durante a Semana Americana do Aparelho Digestivo 2021 (Digestive Disease Week – DDW 2021). O evento aconteceu de 21 a 23 de maio de 2021 e é considerado o maior e mais importante congresso mundial da área. Trata-se de um projeto visando o treinamento em Endoscopia Robótica, no qual a USCS recebeu o primeiro robô que possibilita cirurgias por endoscopia via colonoscopia e via endoscopia digestiva. O projeto de Endoscopia Robótica é uma parceria entre a Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), Universidade de São Caetano do Sul (USCS), Universidade do Texas (UT) e Instituto EndoVitta. Os profissionais da USCS agradecem a confiança da Empresa Colubris (Texas), honrados e orgulhosos deste time formado por Manoel Galvão Neto, Fauze Maluf Filho, Erik Wilson, Tod Vilson, Eduardo Grecco, Thiago Ferreira de Souza, Luiz Gustavo de Quadros, Felipe Rossi, Vitor Sagai e, claro, a todo “staff” dos hospitais e universidades envolvidas neste projeto os quais proporcionaram um tratamento eficaz e de excelência aos pacientes.
Professor da UNITAU colabora com artigo publicado na Nature
O Prof. Rodrigo colaborou com a pesquisa como biólogo molecular durante cerca de um ano no período de sua passagem pela Universidade Erasmus, em Rotterdam (Holanda), com o benefício de uma bolsa concedida pela Fapesp. “A gente desenhou o alvo. Agora, precisa construir a flecha”. O alvo ao qual o Prof. Dr. Rodrigo Augusto da Silva, pesquisador da Universidade de Taubaté (UNITAU), se refere atende pelo codinome HOXA13 e tem uma relação direta com as causas da doença do refluxo. A identificação desse alvo foi possível graças a uma pesquisa internacional que contou com a participação de representantes de universidades e de centros de saúde da Holanda, da Austrália, dos Estados Unidos, da Polônia e da Alemanha. A pesquisa foi concluída ao final de 2017 e publicada no dia 7 de junho deste ano pela Nature Communications, um dos periódicos científicos mais relevantes do mundo. O período entre a submissão do trabalho e a sua publicação foi necessário para a revisão dos dados e para a apresentação de informações complementares. “Esse já era um trabalho que eles tinham em andamento e me convidaram a participar. Tentamos determinar o envolvimento da proteína na doença de Barrett, que causa o refluxo. Se não tratada, essa doença pode evoluir para um câncer gástrico”, afirma. Segundo o pesquisador, com essa identificação, a próxima etapa deverá ser a de criação de um fármaco para inibir a proteína. “Foram feitos experimentos de biologia molecular. Quando você desliga essa proteína, não tem transformação carcinogênica”. Desde 2019, o Prof. Rodrigo integra o quadro de docentes do programa de pós-graduação em Odontologia da UNITAU. E, a partir de agora, o biólogo, que traz três pós-doutorados em seu currículo, também passa a compor o quadro de profissionais responsáveis pelo novo curso de pós-graduação (mestrado e doutorado) em Ciências da Saúde. “Hoje, nós temos de trabalhar com um olhar amplo e integrado”, complementa o pesquisador.
Oncologista e docente da UNITAU alerta sobre riscos do tabagismo durante a pandemia
O tabagismo tem papel de destaque no agravamento da crise do coronavírus, já que pode ser considerado um fator de risco para as formas mais graves, uma vez que fumantes são mais vulneráveis às infecções e às formas de contágio e de transmissão O tabagismo é reconhecido como uma doença crônica causada pela dependência à nicotina presente nos produtos à base de tabaco. No mercado nacional e internacional, há uma variedade de itens derivados do tabaco, que podem ser consumidos de várias formas. Todos à base de nicotina, que causa dependência e aumenta o risco de contrair doenças crônicas não transmissíveis (DNCT). O 31 de maio é reconhecido como o Dia mundial do combate ao fumo. Criado em 1987 pela Organização mundial da saúde (OMS), tem o intuito de alertar sobre as doenças e as mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo. Segundo a Organização pan-americana da saúde (OPAS), o consumo de tabaco e seus derivados é o causador de cerca de 8 milhões de indivíduos por ano. “As preocupações com o tabagismo são contínuas. É uma situação que ocorre nos países em desenvolvimento e nos subdesenvolvidos. São problemas crônicos e, apesar da incidência do tabaco ter diminuído no Brasil consideravelmente nos últimos 20 anos, ainda é uma situação muito presente. Como é uma droga considerada lícita, o tabagismo passa despercebido, fazendo com que se tenha uma ‘vista grossa’ para o grande dano que pode causar para o fumante ou para os que vivem no entorno dele”, comenta o Prof. Dr. Flávio Luiz Lima Salgado, médico especialista em cirurgia oncológica e docente da disciplina de Oncologia da Universidade de Taubaté (UNITAU). O professor ainda esclarece que algumas doenças, além do câncer, podem ser derivadas dessa prática, como doenças vasculares, pulmonares obstrutivas crônicas (asma, bronquite, insuficiência respiratória etc.), que trazem consequências como AVC (acidente vascular cerebral), impotência sexual, aumento no risco de contrair hipertensão, entre outras. O tabagismo e a pandemia De acordo com a OMS, o tabaco mata mais de 7 milhões de fumantes regulares, enquanto cerca de 890 mil correspondem a fumantes passivos, que estiveram expostos à fumaça. Em média, no Brasil, morrem 428 pessoas por dia como consequência da dependência à nicotina, e mais de 156 mil mortes anuais poderiam ser evitadas. A luta contra esse vício se tornou ainda mais complexa quando, em março de 2020, a OMS declarou a pandemia do novo coronavírus, doença responsável por causar infecções respiratórias, que, em sua etapa mais crítica de complicação, há um grave comprometimento da função respiratória, que pode levar ao óbito. O tabagismo tem papel de destaque no agravamento da crise do coronavírus, já que pode ser considerado um fator de risco para as formas mais graves, uma vez que fumantes são mais vulneráveis às infecções e às formas de contágio e de transmissão. Além disso, o tabaco causa diferentes tipos de inflamação e prejudica os mecanismos de defesa do organismo. “As comorbidades têm no tabaco um grande contribuidor para as doenças pulmonares, para as doenças cardíacas e cardiocirculatórias. Todos nós estamos sujeitos a ter esse problema (Covid-19), mas os pacientes com comorbidades levam desvantagem com relação aos pacientes não fumantes”, ressalta o oncologista. Segundo pesquisa da Fiocruz, 34% dos fumantes brasileiros declararam ter aumentado o número de cigarros fumados durante a pandemia, uma associação da saúde mental dos tabagistas nessa nova realidade, com a piora de quadros de depressão, ansiedade e insônia. “Essa pandemia gerou muitas situações de estresse, então esses aspectos ligados à depressão e à ansiedade contribuem demais para o aumento do tabagismo. Essas pessoas precisam de ajuda profissional, com tratamento e apoio psicológico”, explica o professor. O tratamento No Brasil, O Instituto nacional de câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) é o órgão responsável pelo Programa nacional de controle do tabagismo (PNCT) e pela articulação do tratamento do tabagismo no SUS (Sistema único de saúde). O tratamento inclui avaliação clínica, abordagem mínima ou intensiva, individual ou em grupo e, se necessário, terapia medicamentosa. “O tratamento para parar de fumar leva tempo. Primeiramente, a família precisa colaborar e todos têm de parar juntos. A segunda coisa são os hábitos. Muitas vezes é necessário deixar a bebida alcoólica ou o excesso de café, que são atos que lembram o cigarro. Também é preciso buscar uma alimentação mais natural, comer bastante fruta, tomar bastante água. Atualmente, existem adesivos e outros remédios que procuram substituir essa dependência da nicotina. Inicialmente, eram muito caros, mas hoje esses tratamentos são gratuitos e são feitos pelo SUS”, pontua. O professor ainda menciona que o fumante deve ter um acompanhamento psicológico, se possível. “Esse paciente acaba desenvolvendo problemas com ansiedade, que têm de ser combatidos. Então ele deve, além dos remédios para substituir a dependência da nicotina, fazer terapia e fazer o uso de medicações para reduzir a ansiedade, pelo menos até passar a fase aguda. O apoio emocional para uma recaída é muito importante, e as pessoas também precisam entender que a maioria dos pacientes passa por isso”. Confira o que acontece com o organismo de um fumante, que interrompe o uso do tabaco: Após 2 horas, não há mais nicotina circulando no sangue. Após 8 horas, o nível de oxigênio no sangue se normaliza. Após 12 a 24 horas, os pulmões já funcionam melhor. Após 2 dias, o olfato já tem os cheiros mais apurados e o paladar já degusta melhor a comida. Após 3 semanas, a respiração se torna mais fácil e a circulação melhora. Após 1 ano, o risco de morte por infarto do miocárdio é reduzido à metade. Após 10 anos, o risco de sofrer infarto será igual ao das pessoas que nunca fumaram. Busque ajuda! Melhore a sua qualidade de vida! Foto: Leonardo Oliveira
Especialistas da UNITAU apontam atitudes simples do dia a dia para a preservação do meio ambiente
A fim de reduzir os impactos ambientais, docentes da UNITAU dão dicas para se ter atitudes mais conscientes e de preservação a natureza Em uma conferência da Organização das Nações Unidas (ONU), sobre o meio ambiente no ano de 1972, em Estocolmo, foi definido que, a partir daquela data, dia 5 de junho, seria comemorado o “Dia mundial do meio ambiente”. A intenção dessa data seria para chamar a atenção da população para vários setores, relacionados aos problemas ambientais e sobre a importância da preservação dos recursos naturais. A intensa exploração dos recursos naturais gera diversas consequências, que, se não forem revertidas o mais breve possível, se tornarão permanentes para toda a população. O consumo deve ser realizado de forma consciente, levando em conta a regeneração de cada um deles. O Prof. Dr. Paulo Fortes Neto, agrônomo e docente na Universidade de Taubaté (UNITAU), explica que a maioria da população não percebe, mas à medida que há a expansão da atividade econômica e urbana e, consequentemente, o desmatamento de áreas naturais, boa parte dos seres vivos que habitam nessa floresta, ou seja, uma série de bactérias, fungos e vírus que estão hospedados em mamíferos, começam a procurar outros locais, e, assim, chegam ao homem. “Esse é um risco que nós corremos com o desmatamento, porque esses microorganismos estão na natureza em equilíbrio com o meio ambiente. O novo coronavírus, por exemplo, vem dessas questões, dessas alterações ambientais, desse mal uso do meio ambiente”, expõe. Confira 5 atitudes recomendadas pelo professor que a população pode fazer para preservar o meio ambiente: Uso racional da energia elétrica, optando por lâmpadas econômicas e, se possível, instalação de placas solares e o uso consciente da água, verificando sempre possíveis vazamentos; Separar o lixo inorgânico do orgânico; Levar remédios vencidos para a farmácia e não descartar em casa, como em lixos ou no vaso sanitário; Levar equipamentos eletrônicos para as centrais que fazem a coleta e a reciclagem desse material; Participar ou idealizar iniciativas voluntárias no bairro em que é morador, para o cuidado e para a preservação do local. A fim de reduzir os impactos ambientais, grupos de pessoas se unem com o objetivo de ter atitudes mais conscientes e de preservar a natureza. As chamadas ecovilas têm ganhado cada vez mais força no mundo todo. Essas comunidades podem ser desenvolvidas em bairros, prédios e até mesmo em condomínios. São pequenas atitudes que somam um grande impacto na vida dessas pessoas, como desenvolver uma composteira caseira, hortas coletivas e se locomover de forma mais sustentável. Para o Prof. Dr. Ademir Fernando Morelli, ecólogo que atua na área de assentamentos sustentáveis na UNITAU, as ecovilas proporcionam às pessoas uma motivação, pois sentem que não atuam sozinhas no projeto. Além de preservarem o meio ambiente, buscam uma melhor qualidade de vida para todos. “Para mim, o meio ambiente não se resume só aos fatores físicos e químicos. Nós fazemos parte dele. Quando o homem se coloca distante do meio ambiente, como ‘não natureza’, ele nega a sua própria essência”, comenta. Confira 5 atitudes recomendadas pelo professor que a população pode fazer no dia a dia, para preservar o meio ambiente: Consumo consciente e sustentável, considerando a origem e o ciclo de vida do produto; Melhor aproveitamento de recursos naturais e dos alimentos, evitando o desperdício; Ter hábitos coletivos sustentáveis e praticar a reciclagem; Doar roupas, alimentos e móveis que não serão mais utilizados para aqueles que necessitam; Auxiliar na conscientização das pessoas. Historicamente, as indústrias não costumavam criar processos produtivos não poluentes, pois eram as únicas tecnologias existentes e conhecidas, não havia o entendimento da gravidade do problema. À medida que o mundo começou a se conscientizar sobre a necessidade de criar processos, produtos e serviços sustentáveis, a sociedade e os governos iniciaram uma mudança. O desafio está em produzir processos menos agressivos ao meio ambiente e encontrar matéria prima que colabore para o descarte menos poluente. A pesquisadora na área de produção autônoma e sustentável Profa. Dra. Miroslava Hamzagic Zaratin, engenheira de produção e docente na também na UNITAU, aponta que as empresas devem incluir no projeto de produtos e serviços o custo do descarte e ainda comenta que os resíduos devem ser analisados, considerando-se o prejuízo que causarão ao meio ambiente. “Existem muitas empresas no mundo centradas em mudar os processos e matérias primas aos poucos, pois isto não é fácil e é extremamente custoso. Existe um risco em fragilizar o processo e o produto e, possivelmente, comprometer a fidelidade do cliente. A mudança tem de ser feita com bastante cuidado e estudo”, diz. Mas a professora também pontua que “O resultado é um produto que se insere na vida cotidiana de forma sutil e com o reconhecimento da sociedade pela iniciativa e coragem”, destaca. Confira 5 atitudes recomendadas pela professora que a população pode exercer para preservar o meio ambiente: Consumir produtos saudáveis e que gerem menos resíduos; Quando os resíduos forem gerados, procurar uma forma de reaproveitá-los da maneira menos custosa possível; Tentar minimizar o lixo gerado em casa; Evitar produtos que utilizem muitos compostos químicos; Reaproveitar a água da lavagem das roupas e das chuvas. Para concluir, o professor Ademir ainda ressalta que muitas pessoas pensam que as consequências da “não preservação ambiental” irão se refletir somente no futuro, para outras gerações, e isso tem preocupado os especialistas. “Evolutivamente, nosso sistema adaptativo é preparado para reagir a ameaças urgentes. Quando nós temos uma coisa que vai demorar décadas para acontecer, como são os efeitos do aquecimento global, nós temos muita dificuldade de compreender. Quando não é uma reação intuitiva, nós precisamos ensinar. E é isso que falta, ensinar e alertar as pessoas sobre como isso impacta e tem a ver com o dia a dia delas, como no caso da destruição da Amazônia, por exemplo”, conclui.
Médica especialista em Saúde Pública da UNITAU comenta sobre os desafios do ensino médico durante a pandemia
A pandemia não mudou somente a forma de aprender e ensinar, mas também impactou na atuação médica, o que exige que os futuros profissionais tenham um olhar ainda mais coletivo e empático A pandemia do novo coronavírus é considerada uma das questões mais impactantes em relação à saúde mundial. Vários desafios se configuraram por conta da Covid-19. Um deles, a formação médica, que exigiu uma rápida adaptação e uma remodelação na forma de ensinar e aprender. Garantir uma formação ética, profissional e, sobretudo, humana é um dos valores do curso de Medicina da Universidade de Taubaté (UNITAU) há quase 55 anos e, diante da nova realidade, professores e alunos precisaram se adaptar. “Nosso curso é muito tradicional e reconhecido por isso nacionalmente. Com a pandemia, tivemos de nos adaptar ao novo cenário e nossa maior preocupação e desafio foi manter o ritmo e qualidade das aulas. Fizemos isso muito rapidamente. As aulas ficaram suspensas por apenas uma semana no início de março de 2020”, explica a Profa. Dra. Maria Stella da Costa Zöllner, Diretora do Departamento. Isabela Caroline de Almeida, aluna do 8º semestre do curso, também sentiu o impacto da pandemia na rotina e nas tarefas do dia a dia e comenta que a agilidade da Instituição e o apoio dos professores foram fundamentais para a adaptação ao novo modelo de ensino e aprendizagem. “No início, foi um pouco difícil, principalmente em relação à minha rotina de estudos. Mas a Universidade se adaptou rapidamente e os professores foram muito compreensivos, nos tranquilizando sobre as aulas práticas, pois daria tempo de repor o que precisasse”, conta Isabela. Mas a pandemia não mudou somente a forma de aprender e ensinar. A maior crise da humanidade também impactou na atuação médica, o que exige que os futuros profissionais tenham um olhar ainda mais coletivo e empático. “Medicina vai além do diagnóstico, da ética na ciência e na prática. O que estamos vivenciando hoje vai mudar para sempre as relações humanas, entre médico e paciente”, destaca a Dra. Stella. A futura médica, Isabela Carolina, também compartilha o pensamento de sua professora e relata “Todos nós esperamos médicos preparados de forma técnica, mas que sejam empáticos, humanizados e que se preocupem em tratar pessoas, e não somente doenças. Eu gosto bastante da frase ‘conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas, ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana’, de Carl Jung. Acredito que esse deve ser nosso principal objetivo, sempre”, finaliza a estudante.