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AIMES-SP

Reitor da UNIFAE toma posse no Conselho Estadual de Educação

O Reitor da UNIFAE, Prof. Dr. Marco Aurélio Ferreira, foi empossado, nesta quarta-feira (26), membro suplente do Conselho Estadual de Educação (CEE). A indicação e nomeação foi feita pelo governador do Estado de São Paulo, Rodrigo Garcia. A posse ocorreu na primeira reunião oficial da nova diretoria, chefiada pelo novo presidente do Conselho, Prof. Dr. Roque Theophilo Junior. Marco Aurélio agradeceu a indicação e a confiança nele depositada. “Fico muito feliz em participar de uma instituição que dita o futuro da Educação em nosso Estado. Me coloco, junto com a UNIFAE, a inteira disposição, dentro e fora do Conselho, para ajudar no que for preciso em nossos trabalhos”, declarou o Reitor, ao final da reunião. Após a posse, o Presidente do CEE recebeu toda a comitiva da UNIFAE. Além de Marco Aurélio, estiveram presentes: a Prof.ª Dra. Anita Bellotto Leme Nagib (vice-reitora), Prof.ª Dra. Alice Orru (pró-reitora de Graduação) e Prof. Dr. Luiz Carlos Evaristo (pró-reitor Administrativo). Entre os assuntos abordados, estiveram: a evolução do curso de Medicina da UNIFAE, os estudos para a implantação de novos cursos, a partir de 2023, e as conquistas das instituições municipais na missão educacional do México, na qual Marco Aurélio Ferreira participou, ao lado de outros 27 reitores de universidades de todo o Brasil. SOBRE O CEE-SP O Conselho Estadual de Educação trata-se de um órgão de esclarecimento e de proposta de soluções, podendo exercer sua missão mais alta, tendo como interlocutores governo e comunidade, no objetivo maior de qualificar a educação paulista, pública e privada, de todos os níveis. Ao todo são 24 profissionais da educação que atuam no órgão como normativo, deliberativo e consultivo do sistema educacional público e privado paulista. É quem estabelece regras para todas as escolas de todas as redes, além de orientar as instituições de ensino superior públicas do Estado, bem como credenciar seus cursos. Sua natureza e função é orientar a comunidade – população, escolas, instituições mantenedoras, profissionais da educação – sugerindo, acompanhando e avaliando políticas, descentralizando decisões. Deve atuar com autonomia que favoreça a descentralização e fixar, por meio de pareceres e de indicações, os princípios e os parâmetros educacionais que definam os objetivos que devem balizar a elaboração do Plano Estadual de Educação.

Semana de Arquitetura e Urbanismo da UNITAU propõe reflexão sobre o futuro urbano

Outubro tem a denominação de “mês urbano” por ser dedicado às discussões sobre as cidades, seus desafios e possibilidades. É nesse mês que a Organização das nações unidas (ONU) desenvolve o circuito urbano, tendo um ciclo de atividades que termina no Dia mundial das cidades (31 de outubro). Em concordância com a temática do mês, a Universidade de Taubaté (UNITAU) promoveu a Semana de Arquitetura e Urbanismo entre os dias 17 e 21 de outubro, tendo como tema a universidade e a cidade. Essa não é apenas uma data comemorativa, mas, sim, um convite à reflexão sobre como as cidades são organizadas e de que maneira podemos pensar os cenários urbanos do futuro. Estudos da ONU, por exemplo, mostram que, até 2050, 68% da população mundial viverá nas cidades. Pensar em uma cidade acolhedora e sustentável é fundamental, mesmo que hoje ela ainda não cumpra esse papel. Nas grandes cidades, a arquitetura hostil é cada vez mais utilizada em construções públicas e privadas, o que provoca restrições no uso de espaços pela população. “A arquitetura hostil esconde o lado cruel da sociedade, relativo àquelas pessoas que têm menos condições. Principalmente, os moradores de rua. O que precisa ser feito são políticas públicas de acolhimento a essas pessoas”, comenta o Prof. Me. Carlos Eugênio Monteclaro César Junior, do curso de Arquitetura e Urbanismo da UNITAU. Um modelo de cidade voltado para pessoas e que reduza as desigualdades exige um planejamento em longo prazo. “Pensar a cidade do futuro é um grande desafio, porque nós temos tantas questões a serem discutidas, mas creio que uma das mais importantes é a mobilidade urbana. Grande parte das cidades brasileiras não tem planos de mobilidade que estejam associados aos planos diretores”, ressalta o professor. Desconsiderar a problemática da mobilidade urbana é um dos sinais da falta de planejamento em nossa sociedade. Isso leva a uma expansão descabida, com impactos ambientais. “O crescimento desordenado das cidades ocasiona uma série de impactos negativos sobre os espaços naturais. Essa expansão das cidades sem respeitar as limitações do meio ambiente existentes tem promovido uma série de consequências, como a ocupação de áreas de risco, inundações, problemas no abastecimento de água, contaminação de mananciais, queimadas e redução da biodiversidade”, destaca o Prof. Dr. Paulo Fortes, do curso de Agronomia da Universidade e coordenador do Centro UNITAU Sustentável (CEUS). De acordo com o coordenador do CEUS, a Universidade pode colaborar com o poder público para oferecer soluções aos problemas e ajudar no planejamento urbano. O CEUS apoiou, em junho desse ano, o Encontro ambiental do Vale do Paraíba (Ecovale). “O CEUS pode colaborar com as administrações municipais na elaboração do plano diretor de meio ambiente”.

Trabalho de Educação Física da UNIFAE é apresentado em Congresso Internacional

O professor de Educação Física Cássio Almeida, juntamente com a ex-aluna Maria Fernanda Pelozi, tiveram um trabalho aprovado no 16º European Congress of Sport & Exercise Psychology (16º Congresso Europeu de Psicologia do Esporte e do Exercício), realizado pela Universidade de Pádua (Itália), em colaboração com a Associação Italiana de Psicologia do Esporte e do Exercício. Com o tema geral “Sport, exercise and performance psychology: challenges and opportunities in a changing world” (“Psicologia do esporte, exercício e desempenho: desafios e oportunidades em um mundo em mudança”), o Congresso – que ocorreu no mês de julho deste ano – é um dos mais importantes da área e conta com comitês Científico e Organizador, numa programação de diversos eventos científicos, workshops, simpósios pré-congresso, palestras, mesas redondas, apresentações orais e de pôsteres. O tema que representou a UNIFAE foi o da apresentação de pôsteres “Bem-estar e qualidade de vida”, com o trabalho “Qualidade de vida durante a pandemia de Covid-19”. Maria Fernanda conta que o trabalho fez parte da conclusão do curso, em 2021. “Escolhemos esse tema para trabalharmos, junto do apoio da faculdade de Educação Física da Unicamp e do grupo de pesquisa do Gepem. Por meio dessa parceria, foi feito esse trabalho para ser apresentado na Itália”. O objetivo do estudo foi investigar a qualidade de vida durante a pandemia da Covid-19. Os participantes responderam à versão curta do questionário de qualidade de vida adaptado para a plataforma Google Forms. Com o trabalho, eles perceberam que o apoio social e a atividade física são fatores de proteção importantes no cenário de pandemia da Covid-19, além de outras considerações. “Também analisamos como os exercícios físicos contribuem para uma melhor percepção da qualidade de vida de indivíduos, tanto praticantes quanto pessoas mais sedentárias. Queríamos identificar quais dos domínios que estudamos obtiveram uma melhor percepção, entre eles estavam os quesitos físicos, psicológicos, relações sociais, etc”, destaca Maria Fernanda. O professor Cássio e ela trabalharam com um instrumento de pesquisa em forma de formulário digital: o Whoqol-bref. “Conseguimos mais de 200 respostas. Analisamos tudo e discutimos os resultados que obtivemos através do questionário. Concluímos que indivíduos com o maior percentual de exercícios físicos semanais tinham uma melhor percepção da sua qualidade de vida, principalmente nos quesitos físicos, psicológicos e a qualidade de vida em geral”, explica Maria. A educadora física ainda diz que ficou muito contente com o trabalho no exterior. “É uma grande oportunidade para nós e para a UNIFAE termos um trabalho indo muito além do Brasil. Estamos levando o nome da nossa incrível faculdade mundo afora”, finaliza Maria Fernanda.

Feira da UNITAU movimenta comunidade e fortalece difusão do conhecimento

Em três dias de atividades, o XI Congresso Internacional de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento (Cicted) da Universidade de Taubaté (UNITAU) movimentou a comunidade acadêmica e cumpriu sua função de promover a difusão do conhecimento. Os números de participações presenciais e as visualizações do Congresso pelas redes sociais atestam a qualidade da programação e o envolvimento do público de forma presencial e remota. O XI Cicted contou com 4.803 pessoas inscritas, que apresentaram 1.044 trabalhos. O maior engajamento de público nas redes sociais ocorreu pelo instagram da UNITAU, com 199.442 visualizações nos reels e nos stories do aplicativo. Já o linkedin, que representa uma audiência mais direcionada à temática da produção científica, somou 18.278 visualizações de publicações relacionadas ao Congresso. Além disso, os conteúdos disponibilizados pelo canal da TV UNITAU no Youtube já superam 2.600 visualizações. Os conteúdos relativos ao Cicted e a transmissão ao vivo do evento divulgados pelo portal de notícias G-1 resultaram em cerca de 850 visualizações. “Essa participação intensa, esse alcance do evento, foi certamente ampliado por esse formato. Por um lado, estávamos todos com vontade de voltar ao presencial e também aprendemos a usar as tecnologias para o formato híbrido”, destaca a Pró-Reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da UNITAU, Profa. Dra. Monica Franchi Carniello. A UNITAU também inovou na divulgação de conteúdos com a série de podasts Podfazer Ciência. Os três dias de Congresso renderam 43 episódios, que trataram, de forma leve e dinâmica, sobre temas variados abordados no Congresso. Foram cerca de 350 inicializações apenas pelo Spotfy, além de em outras plataformas. “O podcast se consolidou no mercado. É um formato que chama muita a atenção, porque permite que assuntos, de qualquer tipo, cheguem a um determinado consumidor de uma forma mais leve, mais dinâmica. O Podfazer Ciência é um exemplo disso. A UNITAU investiu nessa ideia de fazer um podcast específico para o Cicted”, avalia o Prof. Me. Gerson Mario de Abreu Farias, do Departamento de Comunicação Social e integrante da equipe de produção da Central de Comunicação (ACOM) da UNITAU. Para a presidente da comissão organizadora do XI Cicted, Profa. Dra. Juliana Bussolotti, o evento trouxe conquistas e aprendizados. “Acho que a gente conquistou organização. De um modo geral, conseguimos fazer as atividades no horário previsto. Tivemos o desafio de ser um evento híbrido, com transmissões pela TV e pelo streaming, com eventos presenciais e transmissão pelo zoom, além de eventos somente presenciais e de atividades realizadas em outros prédios. Tivemos uma movimentação bem bacana e muita gente de outros lugares, como escolas, grupos de pesquisa, outras universidades etc”. Segundo a presidente da comissão, as próximas semanas serão dedicadas à conferência da avaliação dos mais de 1.000 trabalhos apresentados para a escolha dos vencedores em suas categorias. Foram 462 avaliadores, entre professores, alunos da pós-graduação e graduandos. A expectativa é de que o evento de premiação seja definido para a segunda quinzena de novembro. “Nossos avaliadores analisaram os banners e as apresentações orais. Encaminharam para nós os resultados dessas avaliações. Nossa comissão científica olhará para todos esses resultados, dentro desse filtro já feito pelos avaliadores, e escolherá os trabalhos por modalidade. Também fizemos uma avaliação pública. Esperamos que, até a segunda quinzena de novembro, tenhamos essa data fechada”. Os organizadores pedem para que os participantes do Congresso postem em suas redes sociais fotos mostrando o plantio dos crachás ecológicos contendo sementes e marquem a #Cicted2022. “Foi um desafio pensar que a gente podia ter sementes dentro do crachá e que plantaremos a ideia do Cicted em casa. Queremos saber o nome das pessoas, como vão plantar e, depois, se as sementes brotaram”, complementa a Profa. Juliana. Outro destaque fica para a proposta principal de difusão do conhecimento com qualidade, marca do Cicted. Participantes do Congresso foram convidados a definir, em uma palavra, o evento. Foram 1.065 respostas que integraram uma nuvem de palavras composta por menções como “ótimo”, “excelente”, “incrível”, e “aprendizado”.

Contemplada com o PIBID, UNIFAE abre processo para escolha de professores da Rede Municipal

Entre 250 projetos contemplados com o PIBID (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência) por todo o Brasil, a Pedagogia da UNIFAE está na lista. Três professores da rede municipal de ensino de São João da Boa Vista, 24 alunos e um coordenador serão selecionados para um projeto ligado à Matemática dos anos iniciais de 30 horas mensais, com bolsa-auxílio de R$ 765 para cada um. Na quinta-feira (6), o Theatro Municipal recebeu a cerimônia de lançamento do projeto, que contou com a palestra “Processos Formativos de Professores”, com a colaboração do Departamento de Educação da Prefeitura. Mais de 500 profissionais estiveram presentes. O PIBID é um programa de incentivo e valorização do magistério e de aprimoramento do processo de formação de docentes para a educação básica, vinculado à Diretoria de Educação Básica Presencial (DEB) da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Ele oferece bolsas para que alunos de licenciatura exerçam atividades pedagógicas em escolas públicas de educação básica, contribuindo para a integração entre teoria e prática, para a aproximação entre universidades e escolas e para a melhoria da qualidade da educação brasileira. O coordenador do curso de Pedagogia da UNIFAE, Prof. Me. Marcus Alvarenga, diz que a oportunidade é de ouro para todos os envolvidos. “É mais do que levar a necessidade de os alunos aprenderem nas escolas, mas também de um novo professor, entendendo as configurações das escolas e necessidades dos docentes. Vem como uma chancela de que a pesquisa é importante para a UNIFAE e a UNIFAE é importante para a pesquisa, em um cenário nacional”, afirma. A Diretora do Departamento de Educação, Eloísa Matielo Ribeiro, reforça a conquista para a Educação local. “Os estudantes das escolas municipais terão um aprendizado mais reforçado na área de exatas, pois a parceria trará o benefício para professores desenvolverem projetos de Matemática, junto com os estudantes bolsistas”, explica. O reitor da UNIFAE, Prof. Dr. Marco Aurélio Ferreira, destaca o trabalho da Pró-reitoria de Pós-graduação e Pesquisa do Centro Universitário e dos professores da Pedagogia. “Todos se empenharam nesse projeto junto ao MEC. Com a união de forças entre UNIFAE, Prefeitura e Departamento de Educação, vamos colaborar com a Educação de São João”. Já a prefeita Maria Teresinha de Jesus Pedrosa conta que o PIBID vem como uma vitória para a cidade. “Depois de um mundo pandêmico e as sequelas que vivemos, podemos voltar e retomar nossas vidas com novos projetos e visões. Para o município é muito importante, pois investimos muito na educação e o trabalho de todos está dando resultado”, saliente a prefeita. Na quinta-feira (13), o auditório da UNIFAE recebeu o curso de formação “Processos Mentais e Aprendizado Matemático”, ministrado pelo professor Marcus Alvarenga, com os professores da rede municipal interessados nas bolsas PIBID.

UNIFAE contribui com trabalho científico de estudante da UFSC

Kemelly Caroliny Guedes Parreira, natural de São João da Boa Vista e estudante de Engenharia Naval da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), teve apoio e auxílio da UNIFAE, durante a pandemia da Covid-19, em sua pesquisa científica. O tema escolhido foi MARE (Materiais Absorvedores de Radiação Eletromagnética), voltado para a área naval de defesa. “Estou produzindo um material que, acoplado a determinados elementos, são capazes de absorver a radiação eletromagnética transmitida pelos radares, possibilitando que a embarcação não seja detectada pelos sistemas de monitoramento”, explica a aluna, que está no 7° semestre da graduação. A ideia surgiu no início do curso, em 2019. Uma professora comentava sobre o doutorado, que também é sobre MARE, para aplicação na área aeronáutica. Com essa inspiração, Kemelly começou a pesquisar sobre o tema no meio naval. “Percebi que não existiam estudos significantes sobre. Então quis começar a estudar para obter resultados”. Foi aí que ela procurou a mesma professora, explicando a motivação. “Ela aceitou ser minha orientadora neste projeto”, destaca. Os primeiros passos foram as pesquisas de base e a preparação de material teórico. Com a vinda da pandemia, no início de 2020, Kemelly ficou em São João da Boa Vista e, por isso, não poderia estar na universidade para colocar em prática os experimentos laboratoriais da pesquisa. UNIFAE parceira – A mãe de Kemelly, dona Isabel, que trabalhou por oito anos na UNIFAE, procurou pelo Reitor Marco Aurélio Ferreira na época, que abraçou a ideia de ajudá-las na hora. “A UNIFAE me forneceu laboratórios, equipamentos e materiais. Utilizei o laboratório de química e todos os componentes necessários para a preparação das minhas amostras. Para realizá-las, tive a ajuda dos professores Joel e Rogério Adelino, que foram muito atenciosos e prestativos comigo desde o começo”, declara a estudante. Além de possibilitar habilidade de manuseio dos materiais e equipamentos laboratoriais, a jovem conta que a pesquisa foi muito importante para abrir seus horizontes acadêmicos, profissionais e com outros estudiosos da área, proporcionando troca de conhecimento e contato entre pesquisadores de todo o Brasil. Recentemente, Kemelly participou de um Simpósio de Aplicações Operacionais de Defesa organizado pelo ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica de São José dos Campos-SP), apresentando a pesquisa (único trabalho de graduação e de universidade na sessão pôster) para membros da sociedade militar aeronáutica e marinha. “Participar do evento me trouxe uma troca de conhecimento e experiências grandiosas, mostrando os avanços científicos e tecnológicos de todas as áreas. Representar a minha universidade e a UNIFAE foi uma experiência significativa e de grande importância, que permitiu mostrar a excelência de ensino das instituições”, finaliza, com alegria da trajetória bem sucedida.

UNITAU lança livro que propõe brincadeiras para introdução à matemática na Educação Infantil

Brincadeiras para estimular de forma lúdica a aprendizagem da matemática para a educação infantil integram um livro virtual publicado pela Editora da Universidade de Taubaté (EdUnitau). O livro “Matemática na educação infantil: 16 propostas de resolução de problemas não convencionais” introduz diferentes métodos que professores podem utilizar com os alunos. A publicação é resultado de uma pesquisa envolvendo 17 alunos de educação infantil, de 4 anos a 5 anos e 11 meses, em uma escola pública do Vale do Paraíba. A pesquisa resultou em uma dissertação da Profa. Ma. Raíssa Alexandra Lopes Duarte, egressa do Mestrado Profissional em Educação (MPE) da UNITAU. Raíssa foi orientada pela Profa. Dra. Maria Tereza de Moura Ribeiro, que integra o corpo docente do MPE. As pesquisadoras ressaltam o papel do ensino matemático, com métodos interativos, para o desenvolvimento da autonomia das crianças, permitindo-lhes levantar hipóteses e expor ideias. Os problemas foram desenvolvidos a partir do interesse da classe em conjunto com os documentos norteadores da educação infantil. “Elas tinham interesse por pizza, do que comeram no final de semana, então aproveitamos essa temática para desenvolver uma proposta em que elas pudessem problematizar e construir conceitos matemáticos”, explica a professora Raíssa. O protagonismo do aluno é essencial. “A professora não induz as respostas, as crianças pensam, compartilham, aprendem com os colegas”, conta a professora Maria Teresa. A qualidade da educação é um tema acompanhado de perto pela Organização das Nações Unidas (ONU), sendo um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 4). Nos últimos dois anos, houve um aumento da taxa de analfabetismo entre jovens devido à pandemia do coronavírus. No Brasil, os dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) apontam que 20% dos alunos do 2° ano do ensino fundamental não sabem fazer operações básicas de matemática, como a soma e a subtração. Isso representa um aumento de 4% em relação à taxa de 2019. A conexão entre o aprendizado da matemática no ensino infantil e no fundamental é feita pela professora Maria Teresa. “A educação infantil é um ponto fértil para estimular o pensamento lógico. Se a criança tem um contato com a matemática dessa forma, desde cedo ela vai ter mais chances de ser um aluno que goste de resolver problemas, um comportamento que facilita o ensino da matemática.” De acordo com a professora Raíssa, não se trata de antecipar conceitos para as crianças, mas, sim, de estimular o desenvolvimento para uma percepção da matemática. “Se a criança já tem contato com conhecimentos matemáticos, se ela já desenvolve uma percepção matemática na educação infantil, um senso espacial, é claro que, no fundamental, ela vai ter mais facilidade em realizar as operações básicas. Trabalhar com materiais manipulativos vai fazer com que essa criança chegue no fundamental de forma muito mais tranquila para ter acesso a esses conceitos.”

Reitor da UNIFAE é nomeado delegado do Corecon-SP

O Reitor da UNIFAE, Prof. Dr. Marco Aurélio Ferreira, foi nomeado delegado municipal do Corecon-SP (Conselho Regional de Economia do Estado de São Paulo) na cidade de Mococa-SP. O mandato vai até 31 de dezembro de 2023. A portaria nº 1757, publicada em 25 de agosto, notifica a decisão do presidente do Conselho Regional de Economia – 2ª Região/SP, Sr. Pedro Afonso Gomes, que, no uso de suas atribuições legais e regimentais, considerando o interesse da sociedade, dos economistas e da entidade, além das resoluções 720 e 721/2021, realizou a nomeação. Marco Aurélio vai representar a vizinha cidade na região, coordenando os serviços e as iniciativas em suas respectivas áreas. “Como economista e com bastante ligação ao trabalho do Conselho, fiquei bastante feliz e honrado em representar minha cidade natal no Corecon-SP. Vamos trabalhar para mostrar, cada vez mais, as oportunidades que a área da Economia oferece, além dos benefícios da profissão”, destaca o Reitor. Em julho deste ano, o reitor da UNIFAE esteve na sede do Corecon, em São Paulo, visitando o presidente. Na oportunidade, também estiveram presentes o conselheiro e presidente da Comissão de Educação do Corecon-SP, Júlio Manuel de Pires, e o assessor de eventos da UNIFAE, Prof. Me. Rafael Brunelli. A intenção do encontro foi o de aproximar as duas instituições, visando levar para o conhecimento dos jovens da região onde a UNIFAE está localizada os campos de atuação na área de Economia (com os cursos de Administração e Ciências Contábeis) e as oportunidades que o setor oferece. De acordo com o presidente, faz parte das ações do Conselho o relacionamento permanente com a Academia, buscando sempre a valorização da Economia perante toda a sociedade. “Esses jovens precisam ser impactados no intuito de renovar a nossa categoria, trazendo as novas gerações para a Economia, uma profissão que jamais deixará de existir e que faz parte do nosso dia a dia”, explica Gomes.

Professor da UNITAU contribui em projeto de monitoramento de clima da Amazônia

Do alto de uma torre de 325 metros, encravada no coração da Amazônia, pesquisadores do Brasil e colaboradores internacionais monitoram o clima da maior floresta tropical contínua do mundo. Esse é o Observatório de Torre Alta (ATTO em inglês), projeto fruto de uma parceria entre o Brasil e a Alemanha, e que conta com a participação do Prof. Dr. Gilberto Fisch, da Universidade de Taubaté (UNITAU). O professor, listado entre os 109 mil cientistas mais influentes do mundo, de acordo com a versão atualizada do AD Scientific Index 2023, participou de uma expedição até a torre no início de outubro, dentro da programação de um encontro promovido pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). A partir de Manaus, o grupo se deslocou por cerca de 5 horas em uma viagem de carro, barco e carro novamente. “O projeto ATTO visa à instalação de uma torre de 325 metros em uma área de floresta tropical intacta, na reserva sustentável do Rio Uatumã. É uma área completamente preservada e, portanto, temos floresta tropical intacta. Esse projeto busca estudar o acoplamento entre a atmosfera e a vegetação, seus aspectos físicos, meteorológicos, químicos, ecológicos biológicos, botânicos etc. É uma parceria entre Brasil e Alemanha, de que participam instituições de ponta, tanto da Alemanha como do Brasil”, explica o pesquisador. A última vez que o professor esteve no local foi em 2019. O projeto foi criado em 2009. O Prof. Fisch usa os dados obtidos por meio das análises do ATTO em sua pesquisa sobre o acoplamento da atmosfera com a vegetação. Essa pesquisa conta com a participação de alunos do programa de pós-graduação em Ciências Ambientais da UNITAU e também do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). “A inserção da Universidade de Taubaté nesse projeto é importante porque dá a oportunidade de participar dessas pesquisas de vanguarda, que buscam caracterizar o acoplamento vegetação-atmosfera na Amazônia e estimar possíveis impactos devido ao desmatamento da Amazônia”, destaca o professor. A visita à Amazônia também foi uma oportunidade de reencontro do prof. Fisch com Caroline Ostermann, egressa do curso de Agronomia da UNITAU em 2016. Caroline está fazendo doutorado no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares da USP, com uma bolsa sanduíche com a Universidade da Califórnia. Ela desenvolveu um equipamento que mostra, em tempo real, de forma contínua, dados para a para análise de gases VOC (gases voláteis de compostos orgânicos) que se decompõem na natureza e ajudam a formar as nuvens. “Desde 2018, eu faço parte do grupo ATTO. Esse projeto acaba contribuindo com dados para a gente descobrir como as nuvens são formadas. Alimentamos as plataformas de dados para a produção de modelos preditivos climáticos. Espero que, com esse equipamento que eu acabei desenvolvendo, haja uma contribuição maior de dados de forma contínua.” Caroline reforçou o seu carinho para com o professor e parceiro de pesquisas. “Estou com ele faz anos, desde que estava na Universidade. Vamos fazer colaboração com outros trabalhos, em janeiro, ao longo do rio Negro. Uma pesquisa sobre a formação de nuvens. Sem a formação e a contribuição do prof. Fisch, eu não estaria aqui.”

UNIFAE promove visita guiada com alunos do Cursinho Popular

O Cursinho Popular Sanjoanense, que atende 75 alunos de forma gratuita com aulas de pré-vestibular, teve uma noite diferente na quarta-feira (5). Os estudantes participaram de uma visita guiada, conhecendo toda a estrutura da UNIFAE. O Centro Universitário é um dos parceiros do CPS desde o mês de abril, oferecendo uma de suas salas para as aulas. “Os alunos tiveram a oportunidade de ouvir sobre 15 áreas diferentes de atuação, visitaram laboratórios e vivenciaram algumas práticas. A ideia é que consigam escolher melhor suas profissões. Foi um momento especial”, disse a professora Alice Orrú, pró-reitora de Graduação da UNIFAE. O Cursinho Popular Sanjoanense é uma iniciativa da Prefeitura apoiada, não apenas pela UNIFAE, mas por outros importantes parceiros: Academia de Letras de São João da Boa Vista, Instituto Federal e Unesp, que auxiliam com materiais e professores voluntários.