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Biólogo da UNITAU alerta para ameaça do microplástico nos oceanos

Na semana em que é comemorado o Dia Mundial do Mar (29 de setembro), o alerta foi para uma ameaça invisível aos olhos, que ronda os oceanos e está presente na costa brasileira. O risco ambiental representado pelos microplásticos uniu mais de 40 pesquisadores espalhados pelo litoral do país em um levantamento que procura identificar a extensão dos danos provocados nas espécies marinhas. Entre os pesquisadores, está o Prof. Dr. Valter José Cobo, do Instituto Básico de Biociências da Universidade de Taubaté (UNITAU). Há, pelo menos seis anos, o biólogo começou a encontrar microplásticos no organismo de três espécies de caranguejos coletados em Ubatuba, no Litoral Norte. “O microplástico não é depositado dessa forma no ambiente. Ele é degradado ao longo do tempo. Você vai passear na praia e vê uma garrafa, uma tampinha, um saco plástico, uma corda. Se eu pensar somente na biodegradação, levaria centenas de anos para isso acontecer, mas estamos falando do choque desses objetos contra as rochas, o atrito está moendo esses objetos, acelera o processo. Os animais vivem nessas rochas e acabam ingerindo o microplástico. Estamos falando em uma parte ou na centésima parte do milímetro”, afirma o biólogo. Segundo o pesquisador, a próxima etapa da pesquisa será a ampliação da base territorial e das espécies a serem analisadas. “Estamos ampliando o alcance da pesquisa. O que significa isso? Aumentar o número de espécies que estou analisando para saber qual é o alcance disso, espécies e alcance geográfico. Já temos o material coletado em Ubatuba, vamos agora procurar no litoral de Paraty.” Para a coleta dos dados, o professor Cobo conta com o apoio de estudantes do curso de Biologia da UNITAU. Heloisa da Silva Helfer, aluna do 8º semestre e presidente do Diretório Acadêmico participa da pesquisa. Heloisa reforça o alerta do professor e destaca que esse não é um problema isolado. “Precisamos ter consciência de que isso não para na vida marinha. Em larga escala, precisamos compreender que todos nós somos afetados por esse problema. O consumo de mariscos com microplástico, por exemplo, é um risco. É uma reação em cadeia.” O combate à poluição do mar é um desafio em escala mundial. O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 14 da Organização das Nações Unidas (ONU) estabelece como prioridade a “conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável”. O relatório “O Estado dos Oceanos”, lançado em julho deste ano pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), estima que os microplásticos representam entre 30 a 40% dos objetos que estão nas profundezas dos mares, sendo que 90% deste lixo estão em águas mais profundas do que 6 mil metros. Os impactos do consumo de microplásticos à saúde humana ainda são objeto de estudos. Para o professor Cobo, que integra o AD Scientific Index 2022 entre os pesquisadores mais influentes do mundo, educação e sustentabilidade caminham juntas “O ‘limpar’ é uma guerra perdida, se você não parar de sujar. Não há como você vencer essa guerra. Só tem uma saída, a gente mudar os nossos hábitos. Isso é o resultado de um processo de educação. E você não preserva nada daquilo que não conhece, é preciso compreender para preservar.” “A educação e a conscientização são caminhos que a gente tem para que as pessoas entendam que fazem parte de um sistema que precisa estar em harmonia para funcionar. Falta um pouco de pertencimento, do nosso pertencimento, para nos enxergar como parte desse sistema. Educar para conservar, não algo externo, mas algo do qual você faz parte”, complementa a futura bióloga Heloisa. O estudante João Pedro Guimarães, do 8º semestre de Biologia, também já aprendeu essa lição. “Essa (compreender para preservar) é uma fala que a gente faz no curso de Biologia desde o primeiro semestre. É importante você ensinar o jovem. A criança é curiosa, vai contar para os pais, para os avós, isso é um ponto de multiplicação do conhecimento. A educação ambiental em si é um murro em ponta de faca, mas tem que ser dado.” A pesquisa do Prof. Cobo está entre os trabalhos já submetidos para apreciação do comitê do XI Congresso Internacional de Ciência Tecnologia e Desenvolvimento (Cicted) da UNITAU. João Pedro submeteu outro trabalho ao Congresso. O estudante está mapeando espécies encontradas em um lago formado por uma cava de areia desativada em Tremembé. “Meu estudo prévio é saber o que é que tem naquela cava, são muitas espécies, quase 30. É um ambiente vivo e problemático pela quantidade de espécies exóticas, de outras localidades, que acabam competindo com as outras.”

Câmpus II da UniFAI é palco de ações lúdicas na XIV Mostra de Profissões

Com a campanha: “Vire o Jogo, Acerte o Alvo”, a programação da XIV Mostra de Profissões do Centro Universitário de Adamantina (UniFAI) foi até quinta-feira, 6 de outubro, no Câmpus II, recepcionando estudantes de 25 cidades da região. Organizadora do evento, a Pró-reitoria de Extensão (ProExt) transformou o câmpus II em parque de diversões, com touro mecânico, tiro ao alvo, tobogã e cama elástica, além da exposição dos 34 cursos de graduação nas salas de aulas do bloco I e laboratórios dos blocos III e V, bem como as visitas às clínicas de veterinária (Câmpus II), de fisioterapia e academia (Câmpus III). A possibilidade do contato com o universo acadêmico, por meio dos docentes, estudantes dos cursos de graduação e a apresentação da infraestrutura institucional, possibilita ao concluinte do ensino médio o solucionamento de dúvidas quanto à escolha da profissão, as habilidades exigidas, a situação no mercado de trabalho e o futuro profissional. Licenciaturas presentes Em sua maioria com estandes no auditório Miguel Reale, com exceção de Ciências Biológicas e Educação Física, os cursos de licenciatura em Matemática, Química, Pedagogia, Geografia e História apresentam materiais pedagógicos ao público. Na exposição, o curso de Química conta com uma câmara ultravioleta para mostrar efeitos de luminescência em materiais, um microscópio para mostrar a parte de Microbiologia abordada no curso, com células em mitose. “Temos um gerador de Van de Graaff para mostrar a parte de Física com eletricidade estática e um agitador magnético”, explica o Prof. Me. João Paulo Gelamos, coordenador de Extensão da Área de Exatas e Agrárias da UniFAI. A Matemática demonstra também sua aplicação em outras áreas, como a física e tecnologia, por meio dos jogos eletrônicos. “Temos colocado uma porção de materiais pedagógicos para que eles consigam visualizar que o curso oferece informação suficiente para que o aluno tenha a possibilidade de quando for atuar em sala de aula, evidenciar toda a abstração da matemática”, diz a Prof.ª Ma. Simone Leite Andrade, coordenadora do curso de Matemática e coordenadora pedagógica da instituição. A professora adianta que o curso oferece possibilidades de atuação para além da sala de aula e ressalta que há demanda para o profissional de matemática no mercado de trabalho. “A gente tem recebido contato de diversas instituições, principalmente as escolares, pedindo indicação de alunos. Há uma carência de profissionais na área de matemática para atuação em sala de aula. Mas esse profissional também pode atuar no mercado financeiro e na área de tecnologia, pois tem uma percepção lógica e um raciocínio rápido muito aguçado”, aponta. Bolsas de estudos Na UniFAI há bolsas de estudos para as licenciaturas, o Programa de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) e o Programa Residência Pedagógica (PRP). O PIBID é destinado para os anos iniciais dos cursos de licenciatura e o PRP para os anos finais do curso. “O estudante de graduação desenvolve projetos nas escolas de educação básica orientados por um professor da instituição de ensino superior e um professor da escola de educação básica e recebe uma bolsa de R$400 para desenvolver esses projetos. Isso fortalece a formação desses alunos quando vão atuar em sala de aula, pois já vivenciaram uma experiência a mais além do estágio supervisionado”, afirma.

Mestrado e Doutorado: CAPES eleva notas dos Programas Stricto Sensu da USCS

Os Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu da USCS tiveram suas notas elevadas na Avaliação Quadrienal da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). O Programa de Pós-Graduação Acadêmico em Administração (Mestrado e Doutorado) teve sua nota elevada de 4 para 5; o Mestrado Profissional em Educação avançou de 3 para 4; o mesmo ocorreu com a nota do Programa de Pós-Graduação Profissional em Inovação na Comunicação de Interesse Público (Mestrado); já o Programa de Pós-Graduação Profissional em Inovação no Ensino Superior em Saúde (Mestrado) manteve a nota 3 (e aqui cabe uma explicação adicional: por ter iniciado suas atividades apenas em 2018, a avaliação se deu tendo como base apenas uma parte do período convencional – que, originalmente, seria de 2017 a 2020). Os cursos de pós-graduação Stricto Sensu da USCS são ministrados no campus Conceição. Para a Pró-Reitora de Pós-Graduação e Pesquisa da USCS, professora Dra. Maria do Carmo Romeiro, a conquista reflete o reconhecimento do esforço de professores, alunos e funcionários. “O avanço das notas é um reconhecimento de qualidade. É motivo de grande satisfação, resultado direto do trabalho realizado por todos que vivem a universidade”. O professor Dr. Eduardo de Camargo Oliva, Gestor dos cursos de Mestrado e Doutorado em Administração, destaca que a nota 5 do Programa permite uma inserção cada vez maior na comunidade científica. “O Programa de Pós-Graduação em Administração existe desde 1998. Durante todo esse período, muitos alunos já conquistaram sua titulação aqui, sejam oriundos da região metropolitana de São Paulo ou de diversos outros estados do Brasil. Esse avanço na nota da CAPES mostra que a comunidade acadêmica reconhece esse trabalho que vem sendo feito, com o apoio de todos que confiaram em nosso trabalho. Essa nota também nos permite ofertar cursos de mestrado e doutorado fora de sede, em outras localidades do país”. A professora Dra. Ana Sílvio Moço Aparício, gestora do Programa de Pós-Graduação em Educação, também chama a atenção para a chancela que a avaliação da CAPES representa. “Esse foi o primeiro quadriênio em que nosso curso foi avaliado, já que teve início em 2016. Para nós, o avanço na nota é uma grande conquista, que indica que estamos no caminho certo, conquistando nosso espaço e consolidação”. Seguindo a mesma linha, o professor Dr. Nonato Miranda, Pró-Reitor de Inovação em Ensino, e também responsável, em parceria com a professora Aparício, pela Gestão do Mestrado em Educação, complementa. “Embora a nota corresponda ao último quadriênio, nosso trabalho foi planejado muito antes disso. É uma avaliação muito boa porque nenhum programa profissional de educação obteve uma nota superior a 4. Em breve, já devemos apresentar o projeto para o Doutorado em Educação”. A docente e gestora do Programa de Pós-graduação em Comunicação, Dra. Regina Rossetti, argumenta que a nota 4 é resultado do esforço e dedicação do PPGCOM-USCS. “Nós tivemos nota máxima em todos os quesitos. O Mestrado Profissional em Comunicação da USCS é uma referência nacional, com as melhores notas possíveis na avaliação do quadriênio. Isso abre portas para que possamos enviar uma proposta de doutorado em Comunicação para a CAPES. Estamos muito felizes, é um reconhecimento do nosso trabalho”. Já em relação ao Programa de Pós-Graduação em Ensino em Saúde, como já citado, é natural que não tenha havido um avanço na nota, uma vez que o programa não pôde ser avaliado integralmente. (A CAPES utilizou como base de sua avaliação o quadriênio de 2017 a 2020, do qual o Programa funcionou apenas por dois anos: 2019 e 2020). Neste contexto, a professora Dra. Rosamaria Rodrigues Garcia, coordenadora do PPGES, explica que o curso trabalha alinhado com os demais Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu. “Nosso programa segue os mesmos princípios dos demais aqui na USCS, que têm bastante tradição, para que possamos seguir as diretrizes preconizadas pela CAPES”.

Estudantes da UNITAU aprendem arquitetura na prática em viagem pedagógica a Brasília

Alunos de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Taubaté (UNITAU) retornaram, no domingo, 18 de setembro, de mais uma edição da tradicional viagem pedagógica do curso para Brasília. O grupo de 43 estudantes chegou na cidade na quinta-feira e visitou referências arquitetônicas. A atividade acontece uma vez por semestre e é organizada pelo Prof. Me. Benedito Assagra. Podem viajar alunos de todos os semestres do curso, com o objetivo de visualizar na prática, diretamente em uma das melhores fontes, a teoria da sala de aula. “A viagem complementa as aulas de História da Arquitetura, principalmente porque Brasília é um exemplar internacional do projeto de cidade moderna, bem como da chamada Escola Carioca de Arquitetura, visto que Oscar Niemeyer é o responsável pelos edifícios palacianos do conjunto urbano”, explica o docente. O roteiro inclui alguns dos principais elementos da construção da Arquitetura de Brasília, como o Palácio Itamaraty, o Memorial JK, a Superquadra e o Eixo Monumental, e estimula uma visão além da estética. “Não basta olhar a cidade com seus aspectos de beleza, mas também com a crítica àquilo que o tempo mostrou que precisa ser requalificado”, pontua o professor. “Brasília não é uma cidade para os pedestres e os alunos perceberam essa diferença”, complementa. Tradicional no curso, a escolha do local para a viagem pedagógica contempla diversos aspectos do aprendizado da Arquitetura. “A visita em Brasília é uma experiência única porque é uma cidade planejada e pensada como capital e também para a ideia de preservação, porque muitos edifícios, como o teatro nacional, estão fechados e necessitando de restauros”, finaliza o Prof. Benedito.

Semana Agronômica da UNITAU coloca em pauta futuro do Agronegócio e do Meio Ambiente

Em frente a crises como o conflito entre Rússia e Ucrânia, a distribuição de grãos é um dos desafios enfrentados por profissionais da área da Agronomia. Esta e diversas outras questões ambientais exigem replanejamento da rota da profissão. Ao abordar inovações para o futuro do agronegócio e do meio ambiente, a 43ª Semana Agronômica da Universidade de Taubaté (UNITAU) ajudou futuros profissionais na construção do panorama da carreira. Assim como em outras semanas pedagógicas, a Semana Agronômica foi planejada com o objetivo de complementar a formação dos estudantes. Com o tema ‘’Inovação para o futuro do Agronegócio e do Meio Ambiente’’, a edição dispôs de palestras e minicursos que abrangeram o desenvolvimento da Agronomia por meio de técnicas inovadoras e sustentáveis. João Victor Guedes, aluno do 2º semestre de Agronomia, considerando os contextos econômico e ambiental do país e do mundo, faz uma projeção do que o futuro do agronegócio irá exigir do profissional. “Nós estamos vendo a crise que está acontecendo na Ucrânia e na Rússia, e isso impacta diretamente nosso país. A gente tem que observar meios para subsidiar o agronegócio, fomentando e não impactando”, pontua. O evento, além de ser feito para os estudantes, foi também elaborado com a participação de todos eles. “Cada aluno deu uma opção de tema. Doze foram cotados e, desses doze, os mais votados foram selecionados para compor a programação, conforme o que cada aluno queria aprender”, explica Nayara Ellen, aluna do 6º semestre. Essa elaboração colaborativa da programação permite o melhor aproveitamento do evento. “A Semana Agronômica atende a diversos propósitos, como: networking ou relacionamento, especialmente, com egressos; protagonismo, uma vez que os estudantes se tornam os agentes ativos de atividades de extensão; interação entre a academia e a comunidade e, também, entre a academia e o mercado profissional”, conta a Profa. Dra. Adriana Labinas, docente do Departamento de Ciências Agrárias e uma das responsáveis pela organização. As atividades não se restringem apenas a alunos. Um dos objetivos do evento é evidenciar o estudo e o trabalho da área, partilhando conhecimentos com o público geral. “Um dos pilares da Universidade é resumir tudo o que está acontecendo na academia, tudo o que é feito dos profissionais, e passar para a sociedade, mostrar o que está acontecendo”, finaliza João Victor.

Aluno de Medicina representa UNIFAE em congresso na Itália

Três trabalhos da Medicina UNIFAE foram expostos na Itália, no 31º European Academy of Dermatology and Venereology (EADV), maior congresso de Dermatologia da Europa. Em parceria com outras instituições, os trabalhos “Morphea profunda with an unsual form ina young man”; “Sweet syndrome: post-covid or nsaid use?”; “South American blastomycosis: when the diagnosis comes in pairs” da UNIFAE foram selecionados para o Congresso. Guilherme Nascimento, aluno do 10º período de Medicina, está representando o curso no evento. Desde 2018, o estudante, com apoio de orientadores, submete casos clínicos de pacientes atendidos por eles. O acadêmico sempre sonhou em viver essas experiências e discuti-las com pessoas do mundo inteiro, mas isso parecia muito distante de seu alcance. “Eis que uma carta minha foi aprovada pelo EADV, com uma bolsa acadêmica para participar do congresso e representar pessoalmente os trabalhos”, destaca o futuro médico. No intuito de representar o Centro Universitário, o curso fez uma integração com a Liga Acadêmica de Dermatologia da instituição. “Assim conseguimos enriquecer os conhecimentos clínicos e a produção científica dos membros da liga acadêmica”. Guilherme teve a honra de discutir oito casos clínicos com acadêmicos, residentes, autores de grandes revistas científicas, chefes da Dermatologia de outros países, desde europeus a indianos. “Foi uma experiência gigantesca trocar conhecimentos. O Brasil tem muitas manifestações dermatológicas, que não são tão comuns em muitas regiões do mundo, e muitos países estão interessados em aprender conosco. Além dos trabalhos, ter a oportunidade de assistir aulas ao vivo por grandes especialistas de renome mundial é uma sensação ímpar”, declara o aluno. Ele ainda diz que as melhores conquistas vieram do aprendizado. “A educação faz diferença e muda a vida de qualquer um, assim como tem mudado a minha. Sigo surpreso, confiante, insistente, orgulhoso, feliz, realizado, amando muito tudo isso e, acima de tudo, muito grato por todos que me ajudaram a conquistar isso, principalmente aos meus orientadores que me guiaram até aqui. Muitas novas portas abriram com tanta oportunidade de network e estou muito feliz por nunca desistir”, conclui. European Academy of Dermatology and Venereology A EADV é o maior Congresso de Dermatologia da Europa, com especialistas de referência mundial que abordam atualização das principais doenças dermatológicas, como a psoríase e seus tipos, dermatite atópica, vitiligo, doenças bolhosas, alopecias, acne, complicações estéticas e muitas outras do universo da Dermatologia.

Professora e acadêmicas do UNIFUNEC realizam capacitação para professores e ADIs do município

A professora Me. Camila Maria Buzo Weiller Viotto, do curso de Enfermagem do Centro Universitário de Santa Fé do Sul – Unifunec juntamente com as acadêmicas do 6º termo, Daniela Neves e Viviane Monteiro realizaram uma capacitação sobre Primeiros Socorros, com ênfase na Lei Lucas para os professores e ADIs (Auxiliar de Desenvolvimento Infantil) da Estância Turística de Santa Fé do Sul. A capacitação teve como objetivo levar orientações sobre Primeiros Socorros para que as crianças que estejam em situação de emergência possam receber suporte imediato até a chegada do Corpo de Bombeiro ou Samu. “Todos os professores e ADIs da Rede Básica de Ensino participarão dessa capacitação. É preciso que eles saibam atuar em caso de necessidade, seja um engasgo, uma fratura, até que chegue o serviço especializado. O atendimento precoce evite complicações”, disse a coordenadora do curso de Enfermagem Elena Carla Batista Mendes. O presidente do Unifunec Fernando Benitez parabeniza todos os envolvidos nessa capacitação. “Uma importante capacitação, essas práticas de primeiros socorros salvam vidas e devem ser seguidas sempre com segurança”, disse Benitez. Na oportunidade, os profissionais da Educação receberam orientações sobre diferentes temas, entre parada cardiorrespiratória, crise convulsiva e obstrução de vias aéreas. Também foram desenvolvidas atividades práticas. “Atividades como estas enaltecem o trabalho docente e proporcionam aos acadêmicos do Unifunec, uma vivência mais próxima da realidade e troca de experiências para uma formação profissional mais consolidada”, conclui o reitor do Unifunec, Prof. Dr. Guilherme Hiroshi Yamanari. Lei Lucas A capacitação está sendo realizada em cumprimento a ‘Lei Lucas’(13.722/18), que visa proteger as crianças do ensino infantil e básico de acidentes comuns que podem ocorrer em ambientes escolares. A lei foi sancionada no dia 4 de outubro de 2018, devido a um acidente que ocorreu com uma criança de 10 anos de idade, chamada Lucas Begalli. Lucas perdeu a vida em um simples passeio escolar, uma fatalidade que poderia ter sido evitada se os responsáveis tivessem o preparo sobre primeiros socorros.

Bolsa Mérito recompensa esforço acadêmico de estudantes da UNITAU

Nesta segunda-feira, 19 de setembro, a Universidade de Taubaté (UNITAU) entregou os certificados da Bolsa Mérito aos 30 alunos contemplados pelo benefício no segundo semestre de 2022. Os estudantes foram selecionados de acordo com o desempenho do semestre anterior. A Bolsa Mérito garante desconto de 30% nas mensalidades da graduação presencial ao melhor aluno de cada curso, considerando a média global, a frequência e a adimplência. O benefício é uma forma de reconhecimento pela dedicação dos estudantes. “A gente sabe que são muitos esforços para estar aqui. A Universidade de Taubaté propõe ao nosso aluno que ele seja reconhecido não só pelas notas, mas por todo esforço que ele faz”, ressalta a Profa. Dra. Alexandra Magna, Pró-reitora Estudantil da UNITAU. Além do desconto, receber o benefício gera a sensação de dever cumprido. “Ganhar a bolsa representa muito mais do que o esforço. Você está ali porque gosta e a Bolsa Mérito mostra que você está no caminho certo”, comemora a aluna Deborah Ribeiro, do 2º semestre de Agronomia, contemplada com a bolsa. Para concorrer à Bolsa Mérito, é preciso estar matriculado em um curso de graduação presencial (primeira graduação), estar adimplente, ter 75% de presença em todas as disciplinas e ter média global igual ou superior a 9,0. Essa é uma forma de, além de incentivar o esforço acadêmico, proporcionar a permanência dos estudantes na graduação. Confira os demais benefícios oferecidos pela UNITAU aqui.

USCS recebe exposição fotográfica em parceria com a Universidade de Salamanca, da Espanha

A USCS abriu para visitação, desde o dia 21 de setembro, no pátio do prédio B, no Campus Barcelona, a Exposição Fotográfica “PARANAPIACABA – Uma vila inglesa do século XIX no Brasil”. A exposição está aberta à visitação, gratuitamente, de segunda a sexta-feira, das 10h às 21h, até o dia 10 de outubro. A exposição é o resultado do projeto do Fotoclube ABCclick que foi selecionado e premiado pelo Centro de Estudos Brasileiros da Universidade de Salamanca, na Espanha, em janeiro de 2022. Esse projeto apresenta 40 imagens da Vila de Paranapiacaba, de 40 autores brasileiros, quarenta olhares distintos que foram escolhidos por meio de uma Convocatória Nacional. Essas mesmas imagens serão expostas na Universidade de Salamanca em setembro/outubro de 2022, simultaneamente com a exposição na USCS. No dia da abertura (21), a USCS promoveu um encontro/debate entre o público, com os idealizadores do projeto e parte dos fotógrafos, donos dos olhares para a vila inglesa. A participação das comunidades interna e externa foi aberta e livre. Projeto: Fotoclube ABCclickProdução local: RN Produções ArtísticasRealização: USCS – Universidade de São Caetano do Sul

Pesquisadora da UNITAU colabora com artigo publicado na Nature

Uma pesquisa inédita, de longa duração, com a participação de uma professora do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais da Universidade de Taubaté (UNITAU), demonstrou como a diversidade e a inclusão podem colaborar para a conservação das espécies. Ao longo de cerca de 30 anos, os pesquisadores coletaram uma série de dados sobre araras azuis que resultou em um artigo publicado no dia 13 de setembro pela revista virtual Scientific Reports, da Nature. Esse é um dos maiores periódicos científicos do mundo e envolve todas as áreas das Ciências Naturais. O artigo tem o título “Análise de modelo de crescimento de filhotes de arara azul (Anodorhynchus hyacinthinus) com base em monitoramento de longo prazo no Pantanal brasileiro”. Entre os pesquisadores envolvidos, está a Profa. Dra. Maria Cecília Barbosa Toledo. “O Projeto Arara Azul teve seu começo há mais de 30 anos e, desde o seu início, acompanho a pesquisadora Neiva Guedes. Ela é a responsável pelo projeto que, posteriormente, originou o Instituto Arara Azul. Sou pesquisadora associada do Instituto. Esse é um trabalho muito relevante porque reúne dados de 30 anos, no mundo não existe algo similar. A arara azul é uma espécie que estava ameaçada de extinção. Graças ao trabalho do Instituto, ela saiu da lista de ameaçada para vulnerável”, afirma a professora. Entre as atribuições da professora Maria Cecília, ao longo de todo esse período, esteve a análise e a modelagem do crescimento da população de araras azuis. “A grande sacada desse trabalho foi identificar em campo a presença de anões. Não encontramos nenhum outro registro publicado que evidenciasse a presença de indivíduos anões na natureza. São 30 anos medindo os indivíduos, asas, peso, comprimento de cauda. Só com essa análise muito acurada foi possível a identificação.” De acordo com a pesquisadora, cerca de 7% da população de araras azuis foi identificada como anã. “A maior importância desse resultado é para os que fazem manejo de espécies ameaçadas, como as do grupo dos psitacídeos. Percebemos que a diversidade é muito importante. A natureza inclui, ela não pode desperdiçar, os pequenininhos vivem e se reproduzem normalmente.” Com esse primeiro resultado, a professora acredita em uma mudança de cultura. “O ser humano vem de uma cultura em que a gente busca a perfeição, quer o tomate perfeito, o alface perfeito. E na natureza a coisa não funciona assim, quanto maior a diversidade, maior a robustez.” O artigo foi submetido ao periódico internacional ao final de 2021 e passou por um rigoroso processo de avaliação por pares, em que outros cientistas conferem as informações apresentadas. A próxima etapa da pesquisa, de acordo com a professora, será buscar identificar os motivos que levam ao surgimento dos anões. “Foi um aprendizado muito grande. Quando a gente publica em uma revista muito qualificada é também um aprendizado para a gente. Optamos, primeiro, por publicar a existência dos anões de araras azuis na natureza. Nosso próximo artigo é justamente tentar buscar as razões que levam ao nascimento dos anões dessa espécie. Se é algum problema ambiental, genético, a restrição alimentar também é uma possibilidade, precisamos verificar com carinho.” Para a professora Maria Cecília, persistência e parcerias são questões que devem ser colocadas como essenciais para quem pretende trilhar ou já trilha a jornada do pesquisador. “Temos de mostrar ao público que a ciência não é feita do dia para a noite. Ela é construída ao longo dos anos. E fica um legado para todos os professores. É muito difícil chegar a um nível de excelência. Temos, sim, de fazer parcerias com grupos de pesquisa. O professor que não está 100% disponível para pesquisas tem que procurar essas costuras, alinhavar com outros grupos. Ninguém chega sozinho em lugar algum.”