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AIMES-SP

Estudantes de agronomia ampliam seus conhecimentos sobre as novas tecnologias

O uso de novas tecnologias na agricultura é de extrema importância para o seu desenvolvimento. O sensoriamento remoto, que se refere à obtenção de imagens à distância sobre a superfície terrestre, contribui para diversas análises. Outro exemplo é a utilização de drones, que pode auxiliar na redução de custos e de riscos para a produção agrícola. Pensando na importância dessas novas tecnologias, alunos do curso de Agronomia da Universidade de Taubaté (UNITAU) tiveram, nos últimos dois meses, aulas teóricas e práticas com profissionais do setor. Em outubro, a egressa Dra. Flávia de Souza Mendes, que está atualmente na Alemanha e desenvolve pesquisas, participou de uma live sobre sensoriamento remoto. Durante a aula, ela explica a necessidade do uso de novas tecnologias na agricultura, que suportem o desenvolvimento sustentável de áreas agrícolas. “Diversos relatórios de agências internacionais, como a FAO, têm mostrado as projeções de crescimento da população e, consequentemente, a necessidade no crescimento da produção de alimentos. Infelizmente, parte dessa expansão tem sido feita em áreas de floresta, aumentando, portanto, o desmatamento de importantes áreas, que são essenciais para o combate às mudanças climáticas”. Zelando para que os alunos se atentem a essa importância, a UNITAU, em parceria com a empresa  Verde Vale, realizou, nos dias 22 e 29 de novembro, aulas sobre o uso de drones na agricultura. Os alunos do 6º semestre puderam aprofundar seus conhecimentos na disciplina de sensoriamento remoto, geoprocessamento e cartografia.             A aula foi dividida em duas partes. Na primeira, foi ensinado de forma teórica sobre a legislação dos drones. Na segunda, os alunos se locomoveram para a Fazenda São Jorge e, em uma proposta prática, puderam ver como é o funcionamento dos drones.  “Temos o contato prático com o nosso futuro emprego. Vir até aqui, aprender, conversar com o pessoal, que é de uma empresa renomada, gera uma preparação, expande o nosso conhecimento”, comenta a aluna Nathalia Maia. Dentre os diversos benefícios que a tecnologia pode oferecer, alguns pontos destacados pelos agrônomos da empresa Verde Vale foram: A tecnologia é a maneira para se sobressair no mercado; A tecnologia aumenta a produtividade na produção agrícola; A tecnologia é um divisor de águas; A tecnologia auxilia na análise do solo; A tecnologia facilita o monitoramento de áreas. O Prof. Dr. Gilberto Fisch, responsável pela disciplina, destaca a importância da parceria do Departamento de Ciências Agrárias, na pessoa do seu diretor, Prof. Dr. Jose Mauricio Bueno, para o desenvolvimento das atividades. Para o professor, a tendência é de que a popularização do uso dessas e de outras tecnologias ocorra nos próximos anos. “O custo de aplicação e de utilização dessas tecnologias, como os satélites e drones, tem caído muito. Eu acredito, sinceramente, que, em cinco, dez anos, teremos a grande maioria dos agrônomos ou pessoas que trabalham na área ambiental utilizando essas informações”, finaliza.

Artigos de docente da unitau são referência bibliográfica para stj e stf

Dois artigos do Prof. Me. Fernando Gentil Gizzi de Almeida Pedroso, docente no Departamento de Ciências Jurídicas na Universidade de Taubaté (UNITAU), se tornaram uma referência bibliográfica para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e para o Supremo Tribunal Federal (STF). Os artigos tratam sobre delação premiada, que ocorre em um processo penal quando o réu recebe um benefício em troca da sua colaboração com o Estado. Um dos textos foi publicado em 2013, e o outro, em 2016. Na época das publicações, o Brasil estava enfrentando a operação lava jato e o instituto do direito penal negocial começou a ser bastante empregado. “Nessa proposta, achei que seria interessante delinear quais seriam os aspectos positivos e negativos do instituto. Assim, para desenvolver o artigo, fui a inúmeras fontes que já haviam trabalhado sobre o tema”, expõe o autor. O advogado, doutorando e mestre em Direito penal, relata que gosta e sempre procura escrever artigos ou livros. Atualmente, ele conta com 46 artigos publicados e 5 livros escritos. O docente acredita que essa é uma das formas de se manter atualizado e de trazer experiências para os alunos. Fernando Gentil descreve o processo pelo qual seus artigos passaram até servirem como referência bibliográfica para o STJ e STF. “Busco as revistas que  têm melhor qualificação, pois isso demonstra que os artigos serão mais lidos. O processo de avaliação dos artigos é mais demorado, uma vez que passa pelo ‘double blind review’, em que dois consultores avaliam os textos sem saber quem escreveu. Assim, depois de todo esse processo, algumas revistas, dada sua credibilidade, são enviadas diretamente aos tribunais superiores, como o STJ e STF e ao Congresso nacional. Uma vez lá, um grupo de assessores seleciona quais artigos eles consideram de maior destaque sobre determinado tema, de modo a otimizar os estudos de ministros, juízes, promotores e advogados”, pontua. Dessa forma, em 2017, o STJ colocou um dos artigos do professor como referência bibliográfica em sua listagem, e, recentemente, em novembro de 2021, o STF colocou o mesmo artigo e, ainda, acrescentou outro artigo escrito pelo professor. “Acredito que o maior prazer de quem escreve e gosta da academia é saber que é lido. E, mais importante, que aquilo que pensa faz sentido para outros operadores do direito e atores da justiça. Até porque, quando falamos sobre críticas, nada impede a possibilidade de inovações legislativas”, conta. Além de lecionar, muitos professores auxiliam a sociedade em geral com ações e contribuições como as feitas pelo Prof. Fernando Gentil. Para o especialista em direito processual civil, a docência é uma atividade encantadora não só pela possibilidade de auxiliar na construção de um futuro melhor, mas pela oportunidade de vivenciar inúmeras histórias e aprender com elas. Um fator interessante é que o professor ainda utiliza esses acontecimentos como exemplo para os alunos em sala de aula. “Acredito ser muito importante casar a teoria com a prática. Busco fazer isso em todas as minhas aulas, além de tentar passar o conteúdo da maneira a mais leve possível”, menciona.

Alunos de letras e história produzem cartilha sobre direitos humanos

Em 10 de dezembro de 1948, a Organização das Nações Unidas (ONU) adotou oficialmente a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH). Elaborada por representantes de diferentes origens jurídicas e culturais de todas as regiões do mundo, a Declaração foi proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em Paris. Com uma parte inicial (preâmbulo) e 30 artigos, a Declaração foi uma resposta às atrocidades cometidas em duas guerras mundiais. Ao afirmar, pela primeira vez, em escala planetária, o papel dos direitos humanos na convivência coletiva, é estabelecida a proteção universal dos ideais de liberdade de pensamento, de expressão e de igualdade perante a lei. Na Universidade de Taubaté (UNITAU), os alunos dos 3º e 4º períodos dos cursos de licenciatura em Letras e História desenvolveram cartilhas sobre os direitos humanos, apresentando de uma forma mais didática os principais conteúdos. “Nós trabalhamos um dos módulos da disciplina de Sociologia da Educação, que foi Educação em direitos humanos. Então, no início do semestre, fiz uma proposta para os alunos sobre as Práticas como componente curricular (PCC), partindo de experiências que tive de outras disciplinas”, afirma o Prof. Dr. André Luiz da Silva. Segundo o professor, a ideia foi facilitar o entendimento por meio da divisão em temas. “Sugeri a ideia de fazer uma cartilha dos direitos humanos voltada para os alunos da educação básica. E a atividade foi organizada em nove temas, com grupos vulneráveis ou de minorias na sociedade brasileira. A atividade foi dividida em três etapas”, conta o professor. A primeira etapa foi uma pesquisa individual. Em seguida, os alunos trocaram entre si suas experiências sobre o que haviam pesquisado. E a etapa final foi a apresentação em sala. “As apresentações duraram duas semanas e foi muito legal porque foi um aprendizado coletivo. Foi um momento muito importante de troca, de depoimentos entre a turma e eu também pude colocar a importância dos direitos humanos”. O professor citou alguns exemplos de temas trabalhados. “Pudemos trazer para discussão situações de bullying, de preconceito, de discriminação que acontecem em sala de aula.  Ter esse conhecimento sobre Direitos Humanos deixa o aluno alerta para que ele possa saber como agir quando presenciar situações dessas no contexto escolar”, reforça o professor André. Para o professor, os direitos humanos precisam ser permanentemente lembrados. “Por incrível que pareça, há grupos na sociedade que entendem que a dignidade da pessoa humana não é universal, não tem o mesmo peso para todos. Então, a todo momento, e, especialmente, o dia 10 de dezembro deve levar a sociedade a refletir sobre a importância dos Direitos Humanos e da Declaração e, principalmente, no âmbito da educação, desde a educação fundamental até a graduação, para promover os direitos daquelas pessoas que mais sofrem ataques”. A iniciativa foi aprovada pelos alunos. Vinícius Feres Laud, do 4º período do curso de História, trabalhou com o tema da discriminação racial. “Foi uma experiência muito boa, porque eu consegui complementar mais algumas ideias que eu já tinha, porém eu não tinha tanto embasamento. E, com esse trabalho, eu consegui ter uma visão mais ampla e que podem existir diferentes questões, mesmo não tendo trabalhado isso na prática ainda. Quando estudamos é diferente, pessoalmente é muito mais difícil, o impacto é muito maior”. A proposta do PCC é uma tentativa de solucionar o desafio de associar teoria e prática para os futuros professores como complemento dos conhecimentos, das competências e das habilidades adquiridas no currículo do curso. A também docente do Departamento de Letras da UNITAU, Profa. Dra. Adriana Cintra de Carvalho Pinto, comenta sobre a nova exigência das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para os currículos de licenciatura. “Os alunos precisam fazer ações, atividades práticas, envolvendo os conhecimentos que eles adquirem na Universidade, e essas práticas têm de estar voltadas à comunidade”, informa a professora.

Unitau planeja ciclo de investimentos, inovações pedagógicas e tecnológicas em 2022

A Universidade de Taubaté (UNITAU) comemora 47 anos de existência neste dia 6 de dezembro com um novo ciclo de investimentos em infraestrutura, inovações pedagógicas e tecnológicas a partir de 2022. Esse planejamento está alinhado com o conceito da Universidade do Futuro. A programação estratégica para dar suporte a essa nova etapa foi viabilizada em 2021. Somente neste ano, os investimentos da Universidade em infraestrutura e tecnologia da informação superaram R$ 4,86 milhões. A atualização de equipamentos, como computadores e notebooks, por exemplo, correspondeu a R$ 1,42 milhão. Em uma ação coordenada, a Pró-Reitoria de Administração, a Pró-Reitoria de Graduação e a Pró-Reitoria Estudantil trabalham para que as atividades teóricas presenciais possam ser retomadas plenamente a partir de fevereiro de 2022, em conformidade com os protocolos de biossegurança vigentes no período. Em outra frente de atuação, a UNITAU inicia, no ano que vem, a implantação do campus integrado do Bom Conselho. Isso será possível graças à venda de três imóveis, avaliados em R$ 27,9 milhões. Os projetos de venda foram aprovados pela Câmara de Taubaté em sessões realizadas no dia 30 de novembro e seguem para a sanção da prefeitura.  “Contamos com a compreensão dos vereadores, que entenderam a importância do campus integrado. Com o apoio da Câmara e da Prefeitura, poderemos avançar com esse importante projeto. Teremos uma estrutura moderna, com salas de aula e laboratórios para nossos alunos”, afirma a Reitora da UNITAU, Profa. Dra. Nara Lucia Perondi Fortes. Todas essas melhorias estruturais e tecnológicas receberão, a partir do próximo ano, o reforço da inovação pedagógica. A reformulação será aplicada nos primeiros anos dos cursos de Administração, Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Relações Públicas em 2022. Esta é a primeira fase de uma série de mudanças que devem ocorrer gradativamente nos demais cursos de graduação oferecidos pela UNITAU. A inovação pedagógica deve priorizar o emprego de novas tecnologias, mudanças comportamentais e gestão da aprendizagem. Entre as alterações, por exemplo, está a redução das aulas expositivas, com mais atividades práticas. Candidatos aos cursos tiveram, na última semana, um aulão para a apresentação das principais mudanças. Além dos cursos presenciais, o ambiente virtual da educação a distância (EAD) da UNITAU também contará, no ano que vem, com a modernização do sistema de produção de conteúdo pedagógico em uma parceria firmada com o Grupo A Educação. O gerenciamento dos conteúdos produzidos para a EAD continuará sob a responsabilidade dos professores da UNITAU. Como benefícios diretos desse novo formato está o acesso a ferramentas tecnológicas educacionais exclusivas, que permitirão uma experiência de aprendizagem completa. Ao lado do ensino, a pesquisa e a extensão seguem como vetores de difusão do conhecimento e do fortalecimento dos laços da Universidade com a comunidade.  Em 2022, o Programa de iniciação científica da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PRPPG) da UNITAU vai contar com 20 projetos contemplados com bolsas concedidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Outros 15 projetos receberão bolsas da própria Universidade e mais 11 iniciativas serão desenvolvidas de forma voluntária. Pesquisas de relevância mundial seguem em destaque no próximo ano. Entre elas, por exemplo, está o monitoramento ambiental da Amazônia, realizado em conjunto com a Universidade de Manchester (Reino Unido) e uma investigação científica para identificar a contaminação por coronavírus em ambientes clínicos, fruto de projeto de abrangência nacional coordenado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Novos termos de cooperação internacional e trabalhos em parceria também devem ser firmados a partir do próximo ano, com negociações avançadas com instituições de Portugal e da Alemanha. A tradição da prática extensionista na UNITAU inicia 2022 com a retomada da participação no Projeto Rondon em duas missões nas cidades de Grão Mogol (MG) e Calçoene (AP), nos  meses de janeiro e fevereiro. A Pró-Reitoria de Extensão (PREX) trabalha na expansão das ligas acadêmicas e na regulamentação das que se encontram em atividade. A expectativa é que, no ano que vem, cerca de 40 ligas estejam em atuação, quadruplicando essa atividade que contribui para a promoção da saúde, da educação e de pesquisas. Para o fortalecimento dos vínculos com a região, cerca de 30 projetos de extensão devem ser formalizados em 2022, entre eles uma nova parceria com o Hospital Municipal Universitário de Taubaté (HMUT) para o atendimento de fisioterapia. O projeto de criação do Solar do café na sede da PREX entra em uma nova fase com uma parceria a ser firmada com a Empresa de Pesquisa, Tecnologia e Serviços (EPTS). Todas essas atividades estão garantidas por um rigoroso planejamento, que permitiu à Universidade manter o equilíbrio financeiro, sem dívidas e com uma gestão fiscal organizada. A Pró-Reitoria de Economia e Finanças (PREF) trabalha com uma previsão de receita orçamentária na ordem de R$ 175 milhões, sem reajustes das mensalidades dos cursos de graduação, com a manutenção de benefícios aos estudantes por meio de descontos e bolsas, além de programas de renegociação de débitos. “A UNITAU é um patrimônio de Taubaté. Temos uma gestão comprometida em garantir que esse patrimônio seja motivo de orgulho para os taubateanos por muitos anos. Isso é possível com planejamento, melhorias na infraestrutura, inovações tecnológicas e pedagógicas”, reforça a Reitora.

Unitau e pólis cursos retomam especializações presenciais de medicina do trabalho e de perícias médicas

A Universidade de Taubaté (UNITAU), em parceria com a Pólis cursos, retoma em 2022 as turmas presenciais dos cursos de especialização nas áreas de Medicina do trabalho e de Perícias médicas. Profissionais graduados em Medicina e inscritos no Conselho regional de Medicina (CRM) têm até o dia 20 de dezembro para garantir uma vaga. Quem enviar a documentação até esta data vai pagar a taxa de inscrição somente em fevereiro do ano que vem. As turmas presenciais para 2022 terão polos na capital paulista, em Taubaté, em Campinas, em Santos, em Ribeirão Preto e em São João da Boa Vista. Os cursos de Medicina do trabalho e de Perícias médicas foram os mais procurados ao longo do ano de 2021. Para o ano de 2022, foi realizada uma atualização pedagógica com o objetivo de adequar os cursos às mudanças no âmbito do trabalho, prezando sempre para qualidade da parceria UNITAU e Pólis cursos. O planejamento para a oferta destes e demais cursos de especialização está em linha com as percepções de estudantes universitários e profissionais recém-formados identificadas em pesquisas recentes. Um levantamento do CFA Institute, associação global de profissionais de investimento, feito com mais de 15.000 pessoas de 15 países e divulgado em outubro, identificou que 57% dos entrevistados acreditam que a pós-graduação ou uma certificação profissional representam uma vantagem competitiva na disputa por um emprego. Já a pesquisa de graduação e pós-graduação 2021 do Instituto Semesp apresenta um contínuo crescimento no número de profissionais que frequentou algum curso de especialização nos últimos cinco anos no Brasil. O crescimento entre 2016 e 2021 foi de 97,8%. Mesmo durante a pandemia, houve evolução nesse segmento, com um aumento de 4,72% entre 2020 e 2021. Atualmente, 4,5 % da população de 24 anos, ou mais, do país tem especialização no ensino superior. “A pós-graduação hoje é praticamente uma exigência do mercado de trabalho. Todo estudante recém-formado vê a pós como uma extensão da formação dele. Com a pós, ele quer adquirir mais conhecimentos específicos de uma área que ele viu na graduação. Isso em qualquer área, em todas as profissões de nível universitário”, afirma o Prof. Esp. Waldir Favarin Murari, coordenador científico titular dos cursos. Com mais de 20 anos de experiência na área, o professor Waldir destaca as vantagens do curso no formato presencial. “O presencial traz maior interatividade entre o professor e o aluno. E faz com que os participantes tenham maior liberdade de se comunicar com o professor em termos de dúvidas, experiências profissionais, paradigmas, informações, aspectos do próprio desempenho da atividade médica”. Para quem tem dificuldades no deslocamento para as atividades presenciais, o professor aponta a abertura dos polos. “Por outro lado, o curso presencial não está tão disponível para os alunos que estão fora dos grandes centros, de difícil acesso. Daí a possibilidade de se abrir turmas em locais que têm concentração de interessados. O próprio aluno ou interessado pode trazer mais alunos para o próprio local”. Sobre os dois cursos de especialização, o médico ainda coloca a possibilidade de uma formação conjunta. Caso o interessado opte, por exemplo, em fazer as 1.920 horas de especialização em Medicina do trabalho e as 360 horas de Perícias médicas, incluindo as práticas profissionais, vai totalizar um investimento global em torno de R$ 31 mil. Para se ter uma ideia, a pesquisa do Semesp aponta que o preço médio de uma especialização apenas em Medicina do trabalho no Brasil está em R$ 36.920,00. “Cada curso tem 12 disciplinas e, dessas, seis são comuns. Tanto a Medicina do trabalho quanto as Perícias médicas usam conhecimentos de toda a graduação médica e potenciais especializações que os alunos já tenham. Daí, a gente criar os dois cursos em paralelo, porque é possível ter essa dupla especialização. O médico do trabalho atua tanto na rede pública quanto na rede privada, seja trabalhador celetista ou estatutário. O médico do trabalho pratica ferramentas de gestão em programas corporativos. Já o perito médico pode atuar como assistente judicial, na área da medicina legal, como também pode trabalhar em perícia securitária, perícia previdenciária pública ou privada. E o mais relevante para as duas especialidades: não fazem parte do escopo de convênios médicos”. Mais informações a respeito desses e de outros cursos de especialização oferecidos pela parceria UNITAU/Pólis cursos você encontra aqui.

Uni-FACEF é reconhecido como Instituição que apoia empresas juniores

Uni-FACEF é reconhecido como Instituição que apoia empresas juniores Na terça-feira (30), os chefes dos departamentos de Administração e Engenharia de Produção, respectivamente o Prof. Me. Cyro de Almeida Durigan e o Prof. Dr. Flávio Henrique de Oliveira Costa, representando a Pró-Reitora de Extensão, Profa Dra Melissa Franchini Cavalcanti Bandos, estiveram na capital paulista, onde participaram do “Prêmio FEJESP de Educação Empreendedora“. A Federação Paulista de Empresas Juniores (FEJESP) atua junto às Empresas Juniores do Estado de São Paulo. O evento foi realizado na Escola de Negócios do Sebrae/SP e é “um reconhecimento da Federação de Empresas Juniores do Estado de São Paulo às IES (Instituições de Ensino Superior) que apoiam e possuem Empresas Juniores atuantes”, afirmou o Professor Cyro Durigan. Empresa Júnior Conforme site da FEJESP, empresas juniores “são formadas apenas por estudantes universitários e executam projetos e consultorias para todos os setores do mercado. Como são associações que possuem somente fins educacionais, contratar uma Empresa Júnior é um grande custo benefício, pois possuem preços acessíveis e qualidade garantida pelas melhores faculdades e Universidades do país”. Esse modelo nasceu na França e, segundo o site da FEJESP, o Brasil é o líder mundial em número de empresas juniores. Um empresa júnior possibilita, aos estudantes participantes, a oportunidade de “criar projetos e prestar serviços para micro e pequenas empresas, organizações não-governamentais, startups e comunidades de empreendedores”. Reconhecimento ao Uni-FACEF No evento da FEJESP, o Uni-FACEF recebeu dois certificados de reconhecimento: “Instituição que contribui para a formação empreendedora de seus estudantes” e “Instituição que possui mais de 25% dos cursos contemplados com o Movimento Empresa Junior”. Além do Uni-FACEF, participaram do evento instituições como: USP, Unesp, Unicamp, UFSCar, FGV, PUC-SP entre outras.

Unitau é premiada por promover educação empreendedora

A Universidade de Taubaté (UNITAU) recebeu dupla premiação na noite de terça-feira, 30 de novembro, em evento na capital paulista destinado ao reconhecimento de instituições de ensino superior (IES) comprometidas com uma educação empreendedora. O evento foi organizado pela Federação paulista de empresas juniores (Fejesp) e envolveu 45 IES no Estado. A UNITAU e outras 10 instituições foram premiadas. Um dos certificados recebidos destacou o alto crescimento da performance das empresas juniores instaladas na Universidade. O segundo certificado apontou a contribuição da UNITAU para a formação empreendedora de seus alunos. Empresas juniores são formadas por estudantes universitários e executam projetos e consultorias para todos os setores do mercado. A UNITAU abriga três empresas. A Agrotau Jr., do Departamento de Ciências Agrárias, está na ativa desde abril de 2013. Entre os projetos já realizados estão os de produção de mudas, de jardinagem e de paisagismo, de implantação e de recuperação de pomares e hortas, além de cursos para estudantes. No ano de 2017, foi fundada a Atrium, empresa júnior do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UNITAU. São desenvolvidos ali projetos de arquitetura, levantamentos fotográficos, paisagismo, restaurações, entre outras atividades. A Equipe de Soluções em Engenharia do Campus da Juta começou a funcionar também em 2017. Os estudantes já executaram projetos fotovoltaicos por meio de painéis que convertem luz solar em energia para a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PRPPG), além de projetos de iluminação para o estacionamento da Juta. Atualmente, suas atividades estão suspensas, mas a empresa deve ser reativada em 2022. “Estamos dando passos assertivos nesse processo de formação de nosso aluno, aproximando-os do mercado de trabalho, ampliando essa habilidade e competência dele. A empresa júnior é riquíssima sob esse aspecto de empreendedorismo, de aproximação e de preparação para o mercado. Reconhecer que estamos entre as melhores instituições com esses processos é fundamental para a gente seguir melhorando essa construção, ampliando isso para mais setores da Universidade. Temos uma gestão que olhou para isso e deu condições para esses resultados acontecerem”, afirma a Pró-Reitora Estudantil, Profa.Dra. Máyra Dellú. O Movimento Empresa Junior (MEJ) no Brasil já conta com cerca de 30 anos em atividade, mas apresentou um crescimento mais expressivo a partir de 2012.  Hoje, o MEJ reinveste anualmente cerca de R$ 75 milhões em educação empreendedora, por meio de 45 mil projetos espalhados em mais de 1.300 empresas juniores brasileiras. Em São Paulo, o registro é de 208 empresas juniores.

Bajuta traz novas estratégias para construção de veículo off road

Desde 1996, diversos alunos dos cursos de Engenharia da Universidade de Taubaté (UNITAU) participam do projeto “Baja”, promovido pela SAE Brasil. As atividades foram suspensas por um tempo e em 2016 foram retomadas. O programa tem como intuito desafiar estudantes de Engenharia de todo o país a construírem um veículo off road, em que os universitários trabalhem desde o desenvolvimento até a construção e os testes em corridas. Neste ano, a competição aconteceu de forma online e os estudantes não participaram, mas, mesmo assim, estão desenvolvendo o veículo para que os alunos aperfeiçoem suas técnicas e possam ter o contato com a parte prática do curso. Os integrantes da equipe desenvolveram todo o projeto da construção do automóvel de forma remota, com a orientação do Prof. Dr. Fernando Silva de Araújo Porto, e depois voltaram a frequentar o Departamento e os laboratórios para realizarem a parte prática. “Dificuldades foram encontradas, mas foram superadas com muita tranquilidade. A chave de tudo não foi a minha atuação, e, sim, o desempenho firme e dedicado da equipe. As lideranças conseguiram ultrapassar sozinhas as transições internas, estabeleceram as metas, agregaram novos integrantes e se envolveram profundamente no desenvolvimento do projeto”, diz o professor coordenador do “Bajuta”, como foi carinhosamente apelidado por ser desenvolvido no campus da JUTA, na UNITAU.  Fernando Porto ainda complementa que ser orientador dessa equipe é uma experiência muito satisfatória e      realizadora para ele. “Vejo o esforço dos alunos em projetar e construir o veículo como essencial. Um ciclo tem  de ser fechado para se ter um aprendizado e um ganho técnico real. É nessa prática vivenciada pelo Bajuta, que  um grupo de pessoas é transformado em uma equipe coesa e dinâmica, e alunos são forjados como   engenheiros”, reflete. Para o diretor do Departamento de Engenharia Mecânica, Prof. Me. Pedro Marcelo Alves Ferreira Pinto, o projeto  oferece uma base para que os alunos participem de trabalhos científicos, estágios, pesquisas e também oferece  oportunidades para professores buscarem situações reais dentro do projeto para levarem para a sala de aula. “O Baja também é uma forma que eles têm de agregar conhecimento. Todo o esforço para desenvolver esse projeto teve um viés de integração, troca de experiências e discussões muito importantes. Por mais que eles não tenham participado da competição fisicamente neste ano, por conta da pandemia, o cumprimento de todo o processo encerra um ciclo e de certa maneira os prepara para o próximo ano”, opina. Outro professor que também incentiva o projeto, Prof. Me. Leandro Maia Nogueira, conta que um de seus objetivos é que o Baja vire um projeto de extensão. Ele ainda relata que os docentes e coordenadores estão adaptando a grade curricular dos cursos de Engenharia para que haja uma interação direta com o projeto Baja. “Um fator muito positivo é que nessas competições, que ocorrem a nível nacional, as empresas mandam ‘olheiros’ para acompanhar. Então, o Baja acaba sendo uma vitrine para que os alunos sejam descobertos por essas empresas”, expõe o coordenador dos cursos de Engenharia. Etapas do projeto O capitão da equipe explica que a ideia de construir o veículo, mesmo sem a competição, surgiu para trazerem novas estratégias e dinâmicas.  “Antigamente, nós fazíamos por tentativa e erro. Atualmente, organizamos as fases de produção em uma lousa. Basicamente, a primeira fase é o planejamento. Depois passamos para o desenvolvimento, em que nós colocamos o carro em um software 3D e, assim, o projetamos”, explica o aluno Leandro de Oliveira Casemiro da Rocha. “Na fase de construção, fazemos as peças que não compramos e, depois, temos a fase de montagem e detalhamento do chassi, como a pintura. Assim, finalizamos o carro. Após todo esse processo, partimos para a fase de testes, em que nós avaliamos tanto a segurança, quanto a dinâmica do carro”, finaliza. As atividades são divididas conforme a área de estudo de cada universitário. Carlos Enrique Felipe Carvalho dos Santos, por exemplo, é o líder do setor de compósitos. Ele trabalha na área estética e na de estrutura do automóvel, trazendo mais proteção ao piloto. Junto com o projetista, eles desenvolvem as carenagens, que são proteções que ficam em volta do chassi do veículo e impossibilitam que alguns detritos entrem na cabine. “Eu sempre me vi atuando dentro de uma equipe de automobilismo, projetando e construindo um carro para um dia competir. Participar do Baja é um sonho realizado”, menciona. Já Henrique Bernardes Rappa Biondi ocupa o cargo de líder de powertrain e diz que uma das coisas que mais chamou a atenção dele para ingressar no curso era este projeto, pois ele já sabia da existência e conta que, atualmente, tem sido a melhor experiência dele. “No meu setor, desenvolvemos uma caixa de redução, em que conseguimos melhorar o desempenho do veículo. Na competição, o carro precisa de bastante força. Com o motor totalmente original, não conseguimos essa força para passar por certos obstáculos. Por isso, desenvolvemos a caixa, que se tornou essencial para o bom desempenho do veículo. Toda equipe precisa trabalhar em conjunto e isso é muito legal”, cita. Inscrições para novos membros Em agosto de 2022, a equipe planeja ir para um campeonato regional em Sorocaba e irão abrir inscrições para novos membros no início do ano. Em breve, mais informações serão divulgadas no perfil do instagram da equipe e, em caso de dúvidas, entre em contato pelo mesmo local.

Acadêmicos da Unifadra apresentarão nove trabalhos no Congresso Nacional de Iniciação Científica

De 7 a 10 de dezembro, será realizado o 21º Congresso Nacional de Iniciação Científica – CONIC/SEMESP, o maior da modalidade no país. Em formato on-line, o evento deste ano aprovou nove trabalhos de acadêmicos da Unifadra, dos cursos de Enfermagem, Medicina e Psicologia. Segundo a responsável pelo Departamento de Pesquisa da Unifadra Profa. Dra. Priscilla Tartari, a faculdade participa desse congresso desde suas primeiras edições, apresentando trabalhos nas mais diferentes áreas do saber e linhas de pesquisa, com premiações nas edições mais recentes do CONIC: em 2017 (1º lugar), 2018 (10º lugar) e 2020 (2º e 8º lugares). “Neste ano, as áreas de Psicologia e Enfermagem foram as mais exploradas pelos alunos, com trabalhos voltados à saúde e aspectos comportamentais. Além de pesquisas sobre as doenças de Alzheimer e Parkinson, tivemos alunos que buscaram analisar, por exemplo, o impacto que a notícia de uma doença causa no paciente infantil, como a rotina imposta por uma doença impacta a vida de cuidadores, os desafios profissionais na pandemia, a comunicação entre intergestores, os aspectos culturais sobre a homossexualidade. Além disso, na Medicina, tivemos um trabalho que explorou as patologias associadas à síndrome de Down”, ressalta a coordenadora da ação. Divididos em salas virtuais, os seguintes trabalhos científicos da Unifadra Dracena serão apresentados no 21º CONIC: Psico-oncologia infantil: impactos do diagnóstico de leucemia (Psicologia)Yohana Beatriz Alves Martins07/12, 15h45, Sala 20 Cuidados paliativos: a aceitação do paciente, familiares e sociedade (Enfermagem)Vanilza Leite Scarabelli Arcas / Brenda Duarte Alves da Silva / Jaqueline Charalli Parpineli08/12, 16h30, Sala 12 Doença de Alzheimer: impactos físicos, psicológicos e sociais causados em cuidadores (Enfermagem)Vitória Delma Barbosa de Souza / Natália Cardoso Rodrigues08/12, às 16h30, Sala 13 O problema sistêmico na comunicação entre os intergestores nas redes de atenção à saúde (Enfermagem)Allan Barbosa Pereira / Gabrielli Souza Silveira / Guilherme Ayala Barravieira08/12, 16h30, Sala 14 Perfil de uso de medicamentos de pacientes com doença de Parkinson (Enfermagem)Wesley Shigueyuki Steinel Arai / Beatriz Silva Braga / Stefani Sant’anna da Silva08/12, 16h30, Sala 15 Defeito do septo atrioventricular relacionado à síndrome de Down (Medicina)Bruna Frascino Bressan Corrêa / Luiz Eduardo do Carmo Vidal09/12, 14h15, Sala 13 A (des)construção cultural do saber hegemônico acerca da homossexualidade (Psicologia)Leonardo de Moraes Vieira / Luís Fernando Araújo Oliveira Silva09/12, 16h30, Sala 19 O acolhimento psicológico de pacientes com Parkinson e cuidadores em tempos de pandemia pela Covid-19 (Psicologia)Maria Eduarda Garbelini Pinheiro / Amélia Rangel Ramos Pereira / Beatriz Lopes de Souza09/12, 16h30, Sala 19 Os desafios dos profissionais de enfermagem diante da pandemia da Covid-19 (Enfermagem)Renan Nobre Ruedel / Clara Oliveira Curti / Kelly Bianca dos Santos Rehem10/12, 14h15, Sala 14 O diretor acadêmico da Unifadra Enio Garbelini parabenizou a participação dos acadêmicos no CONIC, destacando a qualidade dos trabalhos que estão sendo apresentados pelos acadêmicos da Unifadra Dracena. CONIC/SEMESP Realizado pelo Semesp desde 2001, o Congresso Nacional de Iniciação Científica – CONIC/SEMESP tem como objetivo identificar talentos, estimular a produção de conteúdo científico, além de viabilizar na prática os projetos apresentados pelos alunos, por meio do exercício da criatividade e de conhecimentos adquiridos. O CONIC apoia o desenvolvimento intelectual contínuo dos alunos do Ensino Superior, incentiva a pesquisa, a arte e a cultura e busca facilitar o contato com o que há de mais novo no mercado, ao mesmo tempo em que promove visibilidade e valor aos trabalhos apresentados. Saiba mais: https://www.semesp.org.br/conic

Curso de agronomia da UNITAU cultiva planta regeneradora de solos

Em 2002, durante o 27º Congresso mundial de ciência do solo, em Bangkog, na Tailândia, a Sociedade internacional de ciência do solo (IUSS) idealizou o “Dia mundial do solo”. Para celebrar essa data, foi escolhido o dia 5 de dezembro como uma homenagem ao rei da Tailândia, Bhumibol Adulyadej, que é conhecido pela sua grande dedicação em preservar esse recurso natural. A Assembleia geral das nações unidas oficializou, por meio da resolução nº 68/232, de 20 de dezembro de 2013, o “Dia mundial do solo”, comemorado em 5 de dezembro. Então, em 2014 a data foi comemorada pela primeira vez com o intuito de propagar a importância dos solos para a manutenção da vida no planeta Terra. Em homenagem a essa data comemorativa, o Departamento de Agronomia e de Medicina Veterinária da Universidade de Taubaté (UNITAU) promove uma ação para a recuperação do solo, com o objetivo de cuidar desse recurso natural e tratá-lo adequadamente para evitar sua contaminação, sua erosão e sua degradação. O Prof. Dr. Paulo Fortes Neto, doutor em solos e nutrição de plantas, é um dos organizadores da ação e conta que o curso está desenvolvendo essa atividade desde o inverno, quando plantaram aveia e, em setembro, cultivaram a crotalária, uma leguminosa que auxilia na regeneração do solo. “Essas práticas de manejo, em que plantamos, cortamos e depois jogamos o material por cima do solo tem outro ponto positivo, pois ele acaba incorporando carbono no solo”, cita o professor. Ele ainda relembra de uma experiência que solidificou o estudo. “Quando, por exemplo, eu plantei aveia, ela cresceu e fixou carbono na atmosfera. Depois, entre 60 e 90 dias, eu cortei toda a aveia e aquela matéria orgânica, formada pelos restos da planta colhida, foi se decompondo e boa parte do carbono que foi fixado pela planta foi concentrado no solo”, explica. O doutor em Agronomia conta que outra espécie também passou pelo mesmo processo. “Em setembro, eu plantei a crotalária (leguminosa de rápido crescimento), ela cresceu e já está no ponto de cortar também e ser incorporada ao solo”, descreve. O docente explica que esse processo melhora as condições físicas do solo, facilita a entrada de água, auxilia na respiração das raízes das plantas, o solo se torna mais resistente à seca e, ainda, mais fofo, consequentemente, a planta conseguirá extrair nutrientes com maior facilidade. Como curiosidade, Paulo Fortes também relata que “nós também temos a microbiota do solo, um conjunto de microrganismos, como fungos, bactérias e vírus, as minhocas, as larvas e insetos que estão todos sobrevivendo nesse material”, diz. “Ao cortar a crotalária, provavelmente, irá sair um bloco de terra com a raiz, que contém nódulos com as bactérias que estão fazendo a fixação biológica do nitrogênio”. Após todo o processo realizado, o professor afirmou que será cultivado repolho ou couve-flor no solo. “Na televisão, vemos muitas cenas e propagandas de máquinas colhendo algodão ou milho, sob uma cobertura do solo composta por restos culturais (plantio direto). Já a nossa proposta é o plantio direto para o cultivo de frutas e hortaliças. Ao invés de eu fazer uma grande área como a gente vê na televisão, a gente pode fazer em uma escala menor para os produtores de horta e assim ele economiza água, o uso de agrotóxicos e o uso de adubo”, expõe. O agrônomo também indica porque devemos ter um cuidado tão grande com o solo, pois a degradação pode afetar o seu uso para a produção de alimentos. “O solo é um recurso natural que levou muito tempo para ser formado e ele apresenta características que favorecem o desenvolvimento dos alimentos, que é a base para todo o processo produtivo. Assim, o solo tem um papel fundamental para a sociedade e para o planeta Terra”, pontua. Para o docente, é essencial que essa data seja celebrada e ações referentes a ela sejam feitas para que a população se conscientize e combata alguns problemas, como, por exemplo, o manejado incorreto do solo, o aumento de áreas de solo contaminado e a erosão. Confira 3 atitudes recomendadas pelo professor que a população pode exercer para preservar o solo: – Aplicar matéria orgânica; – Não atear fogo em matas e não desmatar a vegetação – Quando for realizar alguma prática de manejo, sempre obedecer a declividade do terreno, para evitar a erosão Fotos: Renata Moraes