Docente da UNITAU publica livro sobre traumas que se refletem em decisões
O lançamento da obra da Profa. Dra. Maria Emília Sousa Almeida ocorrei durante 42ª Semana Pedagógica do curso de Psicologia Para refletir em como questões familiares do passado se refletem diretamente nas questões do presente, a Profa. Dra. Maria Emília Sousa Almeida, psicanalista e docente no curso de Psicologia da Universidade de Taubaté (UNITAU), lançou mais um livro durante a 42ª Semana Pedagógica do curso de Psicologia. “O desejo e o trauma do absoluto na clínica psicanalítica” faz parte de uma série de 7 livros que compõem o estudo do Trauma do absoluto. As obras ainda trazem um debate sobre os problemas sociais enfrentados pela família e o quanto isso pode iniciar traumas ou interferir nas decisões de seus familiares. “Eu trabalho com trauma absoluto, que é um trauma que vem ao longo das gerações da família. Nesse caso, a pessoa se sente profundamente desamparada e diz que seu sofrimento vai ser para sempre. Alguém que sente que não tem lugar ao mundo carrega uma vivência psíquica de muito sofrimento. Então, essas questões do passado influenciam nas questões do presente, na nova geração dessa família, que antes passou por uma série de sofrimentos”, comenta a autora. Os livros são baseados em casos clínicos que permitiram à psicóloga estudar contradições que se interligam a sofrimentos familiares. “A partir do trauma do absoluto, eu fui trabalhando com vários casos clínicos, que me permitiram estudar paradoxos, ou seja, profundas contradições mentais que o sujeito vivencia. As inspirações decorrem desses atendimentos de pacientes, que estavam passando por um grande sofrimento interligado a questões anteriores que tinham ocorrido na família dessas pessoas”, destaca. Outro fator importante de destaque nas obras é que elas se encaixam também dentro do contexto da atualidade. Com o início da pandemia, muitas famílias sofreram traumas relacionados ao luto ou às questões financeiras, que atingiram diretamente uma geração atual, que poderá influenciar gerações futuras. “Com a pandemia, infelizmente muitas famílias têm enfrentado o luto e, se todas essas perdas não forem trabalhadas, esse sofrimento será repassado para novas gerações. A geração que vive a pandemia tende a transmitir todos os traumas gerados. Além disso, as famílias também são afetadas por questões afetivas, sociais e financeiras. Outra reflexão é que, na nossa sociedade, o sofrimento de uma pessoa também tem a ver com relações, vivências, traumas, segredos, ideias e lutos mal resolvidos de gerações anteriores da família”, ressalta a psicóloga. A professora ainda destaca que a intenção dela, enquanto psicóloga e autora, é a de trazer mais conhecimento para a população e auxiliar em questões emocionais que possam se refletir em decisões no presente e no futuro. “Eu espero que meus trabalhos possam ajudar na conscientização a respeito desses problemas que advêm de questões familiares mal resolvidas”, menciona. As obras podem ser conferidas por meio do perfil da psicóloga no instagram.
Veteranas do Cicted destacam o papel do orientador na formação do pesquisador
Para que as pesquisas sejam realizadas com sucesso, o papel do orientador é fundamental, pois ele é aquele que contribui para o desenvolvimento pessoal do aluno. O professor ouve, dialoga, orienta e indica caminhos Com mais de uma década de experiência em trabalhos de iniciação científica, três professoras da Universidade de Taubaté (UNITAU) relatam a importância da figura do orientador para conduzir o aluno pela trilha da pesquisa. Elas estarão entre os professores orientadores responsáveis por ajudar na apresentação dos trabalhos inscritos no X Congresso Internacional de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento (Cicted). A décima edição do Cicted vem com a temática: “A transversalidade da ciência e tecnologia e inovações para o planeta”. A Profa. Dra. Viviane Fushimi Velloso tem mais de 20 anos de experiência na orientação de trabalhos, desde as edições do Encontro de Iniciação Científica (Enic). Para ela, orientar os alunos é muito gratificante, pois ela pode acompanhar o crescimento e o amadurecimento do ponto de vista teórico da pesquisa. “Vejo uma contribuição na formação dos alunos que se envolvem no campo, eles têm muitos diferenciais,como a visão crítica e complexa sobre os fenômenos naturais e sociais, o desenvolvimento do raciocínio lógico e a capacidade de analisar dados. Outro ponto importante é o despertar do interesse no mundo da ciência, o comportamento colaborativo e os impactos do trabalho em equipe”, comenta. Na iniciação científica, estão as bases a partir das quais o aluno que participa pode continuar a trilhar os caminhos acadêmicos. A Profa. Dra. Virginia Mara Próspero da Cunha orienta trabalhos desde 2003 e, para ela, é muito gratificante ver o aluno evoluir nos processos de pesquisa. “Um congresso dessa amplitude propicia para os alunos, principalmente os da graduação, a entrada na iniciação científica, começando como pesquisadores, o que é essencial. Nós precisamos de grandes pesquisas para que a humanidade continue evoluindo. O aluno que participa desde cedo da iniciação científica consegue se ver como alguém que vai contribuir para a sociedade”, avalia. A Profa. Dra. Rachel Duarte Abdala orienta pesquisas antes mesmo da atual configuração do Cicted. Para ela, auxiliar os trabalhospossibilita a produção do conhecimento de modo efetivo. “Eu acompanho meus orientandos em todas essas etapas de modo direto e chamo a atenção deles para a importância e a especificidade de cada uma delas para a sua formação acadêmica e científica”, diz. Ela ainda explica que, ao participar de uma pesquisa científica, os acadêmicos percebem a dimensão e a função da universidade, pois podem vivenciar a experiência de produzir conhecimento e de divulgá-lo a partir da estrutura proporcionada pela UNITAU, desde a disponibilidade de professores capacitados e experientes para isso, até a estrutura montada para a realização de um evento institucional que possibilita a divulgação dos resultados de modo interno e aberto à sociedade “Ao realizar uma pesquisa, o aluno aprende os aspectos metodológicos, o valor do trabalho científico e desenvolve, inclusive, a autoestima ao perceber a sua capacidade de produzir conhecimento. Por fim, a participação em pesquisas promovidas no âmbito da Universidade promove o fortalecimento de seu currículo, sendo um diferencial na sua inserção no campo profissional”, pontua.
Unifadra abre inscrições para o ECAP
Realizado anualmente, o evento visa divulgar a pesquisa científica de alunos e docentes de Instituições de Ensino Superior Nos dias 8 a 12 de novembro de 2021, a Unifadra vai realizar o 12º Encontro Científico da Alta Paulista (ECAP). As inscrições estão abertas, são gratuitas e prosseguem até o dia 3 de novembro. Para a apresentação de trabalhos, a submissão de resumos deve ser feita até o dia 9 de outubro. Mantendo o formato da edição 2020, o evento terá novamente apresentações on-line visando à interação dos autores com os docentes, alunos participantes do evento e toda a comunidade externa. Neste ano, o Encontro Científico da Alta Paulista abre espaço para discussões sobre direitos humanos, igualdade social, inclusão, saúde, humanização, tecnologia, educação e ciência. No ECAP 2021 já estão confirmadas as seguintes participações: Dr. Eduard Bendrath (Gestão do esporte na escola | Ed. Física – 08/11) Dra. Luciana Kusumota (A solidão de idosos na era das conexões e redes sociais | Enfermagem – 08/11) Dra. Patricia de Souza Almeida (Avaliação psicológica e suas diretrizes | Psicologia – 08/11) Dr. Leonardo Castro Botega (Desafios e Oportunidades em Inteligência Artificial | Análise e Desenvolvimento de Sistemas – 08/11) Dra. Tatiana Carvalho Reis Martins (O panorama das doenças crônicas não transmissíveis no Brasil | Enfermagem – 09/11) Esp. Fernando Magno (Inovação tecnológica e o desenvolvimento socioeconômico: o papel do Analista de Sistemas e as oportunidades de empreendedorismo | Análise e Desenvolvimento de Sistemas – 09/11) Ma. Laíse Escalianti Del Alamo Guarda (Transferência do conhecimento em saúde: o uso de intervenções baseadas em evidências para melhoria do cuidado | Enfermagem – 10/11) Segundo os organizadores, estão sendo convidados palestrantes das áreas de Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Educação Física, Enfermagem, Medicina, Pedagogia e Psicologia para compor a programação do evento, que está sendo divulgada gradualmente no site oficial do ECAP. 12º Encontro Científico da Alta Paulista (ECAP)Quando: de 8 a 12 de novembro de 2021, às 19h30Informações: https://fundec.edu.br/unifadra/ecap Submissão dos resumos: até 9 de outubroInscrições (gratuitas): até o dia 3 de novembroLiberação do gradeamento: até 4 de novembroCertificação: 30 horas Encontro Científico da Alta Paulista (ECAP)Objetivos: promover a atividade científica com palestrantes/profissionais de reconhecimento nacional e internacional, permitindo a interação de experiências entre os participantes; divulgar a pesquisa científica realizada pelos alunos e docentes de Instituições de Ensino Superior; estimular o interesse pela iniciação científica entre os alunos e incentivar a pesquisa científica entre alunos e docentes da instituição promotora.Realização: o evento é desenvolvido por uma comissão organizadora, pelos departamentos de Ensino, Pesquisa e Extensão e pelos cursos de graduação da Unifadra.
Professor aposentado da UNITAU publica livro sobre água e saúde
Em seu livro, o Prof. Florençano traz informações de forma esquemática e simplificada, de fácil leitura, unindo os temas água e saúde Com o agravamento da crise hídrica em todo o país e com a necessidade cada vez maior do consumo racional da água, um livro lançado por um professor aposentado da Universidade de Taubaté (UNITAU) pretende colaborar para a adoção de boas práticas em relação a esse recurso natural. “Abastecimento de água e (é) saúde” foi produzido pelo Prof. Dr. José Carlos Simões Florençano, aposentado da Universidade desde 2016. Ele atua como engenheiro do Grupo de vigilância sanitária da Secretaria estadual de saúde de São Paulo. “Esse livro reúne artigos, resumos de aulas e pesquisas desenvolvidas ao longo da minha vida profissional”, afirma o especialista em engenharia sanitária, que levou cerca de 10 meses para a preparação do material. Segundo o Prof. Florençano, seu livro de 80 páginas traz informações de forma esquemática e simplificada, de fácil leitura, unindo os temas água e saúde. “É uma leitura light. Não é um livro só para engenheiros. Busquei cruzar os dados e fiz um passeio histórico, desde os aquedutos construídos pelos romanos, para mostrar essa relação direta entre água e saúde preventiva”. Entre os indicadores coletados pelo pesquisador estão as taxas de mortalidade infantil. “Sabemos que 80% das doenças são transmitidas pela água e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) informa que cada real investido em saneamento economiza quatro reais em saúde”, complementa o professor. Em relação à situação de escassez, Florençano dedicou um dos capítulos para explicar que a água é um recurso finito, porém renovável. “A quantidade de água que tem na terra é a mesma desde o tempo dos dinossauros. Ela é renovável pelo ciclo hidrológico, alimentado pelo motorzinho do sol. O que está acabando é a água de mananciais limpos”. O livro foi publicado pela editora e livraria Cabral Universitária. Mais informações sobre a editora você encontra aqui.
Alunas da UNITAU são premiadas em Simpósio de História do Vale do Paraíba
O evento foi organizado pelo Instituto de Estudos Valeparaibanos (IEV) entre os dias 26 e 28 de agosto, com o tema “Educação e educadores” Alunas do Departamento de Ciências Sociais e Letras da Universidade de Taubaté (UNITAU) foram premiadas no Simpósio de História do Vale do Paraíba, organizado pelo Instituto de Estudos Valeparaibanos (IEV) entre os dias 26 e 28 de agosto. As três alunas e seus professores participaram, de forma virtual, com a apresentação de projetos. O tema do simpósio deste ano foi “Educação e educadores” e proporcionou um diálogo entre a história e o futuro da educação no Vale do Paraíba. O IEV promove o evento desde 1972 e tem como objetivo contribuir com a preservação dos patrimônios culturais e ambientais da região. De acordo com o IEV, todo o material produzido nos simpósios alimenta até hoje pesquisas e trabalhos de diversos tipos, em diferentes áreas do conhecimento. Foi classificado em primeiro lugar o “Relato de experiência: projeto residência pedagógica em história e a produção de materiais em meio à pandemia”. O trabalho foi realizado pelas alunas do curso de História Dominika Carvalho Lino Santos e Natasha Santos Martins, sob a orientação do Prof. Me. Armindo Boll e do Prof. Dr. Silvio Luiz da Costa. Durante a apresentação, as estudantes compartilharam suas vivências nos projetos de que fazem parte. Ambas participam do Programa Residência Pedagógica, que tem por objetivo a inserção dos universitários no ambiente escolar, para que vivenciem a realidade de um docente. As universitárias também compartilharam experiências do projeto “Raça e Etnia”, que busca associar a construção do saber histórico, desconstruindo preconceitos e valorizando a cultura. O projeto tem como objetivo compreender o entendimento dos alunos das escolas públicas e, na sequência, a produção de materiais didáticos, tendo por finalidade estimular a consciência crítica dos alunos. “Para os alunos da rede pública, o programa foi muito relevante, pois trouxe a oportunidade de complementar as atividades trabalhadas em sala de aula, além de auxiliarem a construir um pensamento mais crítico acerca da realidade. Já para nós, residentes, o programa contribuiu para uma melhor formação nossa, a partir do desenvolvimento das competências necessárias para o trabalho docente”, pontuou a aluna Dominika Carvalho durante a apresentação. Já Brenda Nicoly de Souza, aluna do terceiro semestre do curso de História da UNITAU, foi classificada em segundo lugar, com a pesquisa “Taubaté patrimônio e memória: Santos Dumont um cientista que atendeu ao sonho antigo de ‘voar’ do homem”. “Estimulei os alunos na disciplina de História Regional, em 2020, a trabalharem temas regionais como os monumentos de Taubaté e do Vale do Paraíba. O que levou muitos alunos a pesquisarem esse tema. A aluna Brenda teve a ousadia e a sensibilidade nesse contexto de pandemia de relacionar Santos Dumont aos cientistas atuais, valorizando a ciência”, comenta o orientador da aluna, Prof. Me. Armindo Boll. O projeto da universitária tem como objetivo preservar e valorizar a memória de Santos Dumont a partir do monumento construído pelos moradores de Taubaté. O monumento foi inaugurado em 1956, como uma homenagem ao considerado “pai da aviação” e como um importante reconhecimento de sua relevância histórica como criador e cientista. “Esse monumento em Taubaté é um patrimônio histórico que desperta a consciência na sociedade, e os motivam a passar de geração em geração a relevância desta figura para que, por meio do contato e da reflexão, sirva de exemplo para as novas gerações conhecerem e valorizarem os nossos cientistas e suas pesquisascomo um efetivo saber histórico e estimule os jovens a se dedicarem à criatividade e à inovação em todas as áreas do saber”, finaliza o professor. Foto: Leonardo Oliveira
HUB Inova FEMA lança edital
Projetos serão encubados e desenvolvidos na vigência 2021 e 2022 O HUB Inova FEMA lança hoje (20/09) o edital de seleção para projetos de inovação, modelo de negócios e criatividade que serão desenvolvidos nos próximos dois anos, na vigência 2021/2022. Interessados devem se inscrever até segunda-feira, 27 de setembro, pelo endereço: https://www.hubfema.com.br/editais O objetivo do HUB é oferecer aos alunos, professores, pesquisadores e empresas um local físico compartilhado e privativo para que esse público possa trabalhar e desenvolver pesquisas, projetos, negócios, produtos, serviços, dentre outras atividades que envolvam inovações, criatividade e troca de experiências. Os projetos recebem a mentoria de professores e profissionais, e atuam de forma integrada com os cursos da FEMA. “Este edital vem com a intenção de trazer novas ideias e projetos para dentro do campus, para este espaço que foi criado na FEMA, que oferece o ambiente e equipamento necessário para atender às demandas dos projetos. Com isso, a FEMA aproxima professores, pesquisadores, alunos e empresas parceiras”, explica Alex Poletto, vice-diretor acadêmico da FEMA. O edital é voltado para estudantes dos cursos de graduação, professores ou pesquisadores da FEMA/IMESA com título de mestre ou doutor, entre outros pré-requisitos. O HUB Inova FEMA está localizado dentro do campus da FEMA, ao lado da rotatória, localizado no Bloco I.
O próximo FEMA Cidadania está chegando!
Participe no dia 02/10!Em maio deste ano, o FEMA Cidadania mobilizou a comunidade assisense em apoio às famílias cadastradas nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) de Assis. Chegou a hora de nos unirmos de novo em mais uma ação solidária! – FEMA Cidadania– Sábado (02/10) das 9h às 15h Doe alimentos não perecíveis e os seguintes itens para crianças: achocolatado, bolacha doce, bolacha salgada e doces em geral. As doações serão recolhidas em formato Drive Thru na entrada do campus da FEMA, pela Avenida São Cristóvão 635. O FEMA Cidadania será realizado em parceria com o Fundo Social de Solidariedade, da Prefeitura Municipal de Assis, com apoio do Moto Clube Myke Maluco e o Rotary Clube Assis do Vale.-
Especialistas da UNITAU oferecem dicas para combater o estresse
Para o criador do termo estresse, Hans Selye (1936), a palavra significa “pressão, tensão ou insistência” e pode ser descrita como uma síndrome geral da adaptação. Em outras palavras, é o desgaste de nosso corpo enquanto tenta fazer a transição frente a uma nova situação interpretada como ameaçadora. O dia 23 de setembro é conhecido como o Dia mundial do combate ao estresse. Segundo o Prof. Dr. Marcelo de Oliveira Fonseca, psicólogo da Universidade de Taubaté (UNITAU), o estresse é uma resposta, fisiológica e comportamental, a uma situação-limite, ou que coloque nossa vida em risco. “As causas são as mais diversas, pois cada indivíduo pode interpretar uma situação como aversiva ou não. Muito de nossa história de vida e estabilidade emocional é que irá predispor uma situação a se tornar estressante ou não”, pontua. Os principais sintomas do estresse são: falta de atenção ou concentração, fadiga ou cansaço, indisposição, insônia, dores no corpo, taquicardia, alteração no apetite, entre outros, que podem variar de pessoa para pessoa, os sinais mais comuns são relacionados a oscilações na pressão arterial. “É importante saber que não conseguimos nos esquivar do estresse, ele sempre estará por perto, pois toda situação nova, por mais leve que possa ser, representará uma mudança e, consequentemente, uma adaptação. Dessa forma, pressupondo que não é possível biologicamente viver sem ter estresse; devemos nos focar nos momentos livres dele”, explica o professor. Segundo o psicólogo uma outra importante medida é identificar as situações que causam mais estresse e pensar se realmente compensam no “custo benefício”. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos (a terceira maior empresa de pesquisa e de inteligência de mercado do mundo), a pandemia de covid-19 apontou o Brasil como o quinto país com o pior índice na piora das condições de saúde mental. Para a Profa. Dra. Karolina Gouveia César, neurologista da UNITAU, a pandemia trouxe muitas preocupações e mudanças de hábitos, diminuição de lazer, excesso ou falta de trabalho. “O alto índice de depressão, a ansiedade e a insônia foram as principais repercussões e, com isso, o funcionamento cerebral, de forma geral, acaba sofrendo as consequências negativas por aumento de neurotransmissores excitatórios, como adrenalina e noradrenalina”. A neurologista sugere algumas dicas para lidar com o estresse como: atividade física (3x por semana); alimentação saudável; boa higiene do sono; momentos de lazer; busca de equilíbrio espiritual (a prática de meditação, por exemplo, pode ajudar). A professora enfatiza que também é importante não demorar para procurar ajuda de um profissional quando há impacto na qualidade de vida. O Centro de Psicologia Aplicada (CEPA) da UNITAU oferece assistência à comunidade externa e acadêmica.
Ministro Marcos Pontes apoia o X Cicted
O X Cicted acontece entre os dias 20 e 22 de outubro e está inserido nas atividades da Semana nacional de Ciência e Tecnologia promovida pelo MCTI A décima edição do Congresso Internacional de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento (Cicted) da Universidade de Taubaté (UNITAU) ganhou o apoio institucional do ministro Marcos Pontes O titular do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) enviou uma mensagem em vídeo estimulando a participação de professores e alunos de graduação e de pós-graduação de todo o país por meio da submissão de trabalhos ao Congresso. As inscrições estão abertas e seguem até o dia 19 de setembro. “Inscrevam-se, tem muita oportunidade interessante, tem muita coisa para aprender durante um evento como esse”, comenta o ministro em sua fala. O X Cicted acontece entre os dias 20 e 22 de outubro e está inserido nas atividades da Semana nacional de Ciência e Tecnologia promovida pelo MCTI. O tema deste ano será “A transversalidade da ciência, tecnologia e inovações para o planeta”. “Ciência, tecnologia e inovação são consideradas as molas propulsoras que já apresentaram efeitos positivos para os países que nós chamamos de desenvolvidos”, complementa o ministro do MCTI. Nos últimos nove anos, foram mais de 10.060 trabalhos apresentados no Cicted. A edição de 2020 contou com a submissão de 533 trabalhos, dos quais 451 foram selecionados para apresentação. As categorias disponíveis para a submissão de trabalhos são: Encontro de Iniciação Científica (ENIC), Mostra de Pós-graduação (MPG) e Projeto de Pesquisa e Inovação (PP&I Graduação PP&I Pós-graduação). O X Cicted mantém o formato de avaliação dos trabalhos com a votação por meio de um aplicativo. No ano passado, cerca de 1.700 pessoas participaram da avaliação. O aplicativo Cicted UNITAU foi acessado mais de 3.600 vezes, com a contabilização de 4.351 votos. A grade científica do evento está em fase final de preparação. Mais informações sobre o X Cicted você encontra aqui.
Biólogo e meteorologista da UNITAU alertam sobre a importância da conservação da Amazônia para o planeta
Em 5 de setembro é comemorado o Dia da Amazônia com o objetivo de chamar a atenção da comunidade para uma das maiores reservas naturais do mundo A Amazônia abarca uma rica biodiversidade e, por isso, é fortemente explorada, o que pode causar sérias consequências para todo o planeta. Em 5 de setembro é comemorado o Dia da Amazônia. A data comemorativa foi instituída pela Lei n° 11.621, de 19 de dezembro de 2007, com o objetivo de chamar a atenção da comunidade para uma das maiores reservas naturais do mundo. A Amazônia tem a maior biodiversidade do mundo e detém muitas espécies nativas, que não são encontradas em outros lugares. Estima-se que a floresta abriga aproximadamente 20% de todas as espécies da fauna do planeta. Além disso, os rios amazônicos constituem a maior bacia hidrográfica do planeta, e a região abriga diversas comunidades que dependem diretamente da floresta para a sua sobrevivência. O Professor Júlio Cesar Voltolini, Doutor em Biologia Vegetal e Mestre em Zoologia, docente na Universidade de Taubaté (UNITAU), descreve o processo na bacia hidrográfica da região “A água dos rios da Amazônia provém principalmente do degelo das neves no alto da Cordilheira dos Andes, que escorrem paro o lado leste e formam os atuais rios da bacia amazônica”, explica o docente, que morou durante meses na Amazônia durante a realização de um projeto de fragmentação florestal do Instituto Smithsonian, de Washington. Em decorrência do uso desenfreado desse bioma, como a extração madeireira, desmatamentos ilegais, agricultura, pecuária e mineração, a fauna e a flora da região são diretamente afetadas, além de causar desequilíbrios, crises ambientais e mudanças climáticas em escala global. “A população brasileira pode se desenvolver sem a necessidade de desmatar a Amazônia, porque nós podemos, por exemplo, utilizá-la para outras atividades como o turismo. Uma observação muito importante é que nós também podemos retirar a madeira da floresta amazônica, mas, para isso, é necessário que se faça um manejo sustentável, ou seja, para cada árvore que eu retiro, eu tenho de plantar algumas centenas de mudas da mesma espécie no local”, expõe o professor. Diversas espécies da Amazônia são importantes para a produção de medicamentos, alimentos e outros produtos. O Plano Amazônia sustentável (PAS) fez um diagnóstico detalhado da região e apontou que mais de 10 mil espécies de plantas da área têm princípios ativos para uso medicinal, para a cosmética e para o controle biológico de pragas. “Nós temos um tesouro genético impressionante e que ainda é pouquíssimo conhecido. Nós precisamos de mais pesquisas científicas para fazer levantamentos da fauna, da flora e de substâncias bioquímicas que existem na Amazônia”, opina o biólogo. A UNITAU realiza uma pesquisa sobre as alterações climáticas na Amazônia em parceria com a Universidade de Manchester (Reino Unido), com pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Um dos colaboradores do estudo é o Professor Gilberto Fernando Fisch, Doutor em Meteorologia, docente da UNITAU e pesquisador na Amazônia durante 5 anos pelo INPE. “A Amazônia tem uma vegetação de porte alto muito rica do ponto de vista de biomassa, que é basicamente carbono. Então, a Amazônia tem uma influência direta no balanço de carbono mundial. O desmatamento dessa região pode impactar o balanço, pois o carbono é um dos gases do efeito estufa que influencia nas mudanças do clima e no aquecimento global”, esclarece o meteorologista. As interferências no clima devido ao desmatamento são diversas. No local ocorre a savanização. Com o corte das árvores, passa a ser criado um novo ecossistema, que levará a um clima de deserto ao longo dos anos. Já regionalmente, o ciclo hidrológico é afetado, pois as árvores bombeiam vapor d’água do solo para a atmosfera, que é transportado pelos “rios voadores” para a região Sul e para a região Sudeste. O docente afirma que preservar não significa não explorar, mas explorar de uma maneira racional e inteligente. “Além de reduzir o desmatamento, nós precisamos olhar para frente e criar alternativas de exploração inteligente. A Amazônia vale muito mais preservada, do ponto de vista financeiro, gerando novos produtos bioquímicos e agronômicos, do que simplesmente como fornecedora de madeira e para, depois da extração, ter áreas de pastagem, por exemplo”, comenta A preservação da biodiversidade amazônica também auxilia a conservar outros ecossistemas na região e no mundo todo. “Não tem lugar no mundo que, de certa maneira, não tenha sua associação com a Amazônia. Algumas associações vão ser mais fortes, outras vão ser mais fracas, mas o mundo inteiro está conectado com a Amazônia”, reflete o meteorologista. Pequenas atitudes podem ser tomadas para evitar a destruição desse importante patrimônio natural. Entre elas, estão: no âmbito regional, oferecer alternativas de emprego, que não sejam a extração de madeira e, no âmbito nacional, realizar campanhas educativas de preservação da floresta, reduzir o consumo de papel, madeira e plástico, digitalizar documentos, fazer a reciclagem de produtos usados e dar preferência a objetos que têm como base a madeira de reflorestamento. Foto: João Rodrigues